Imagem: REUTERS/Sergio Moraes

A interrupção na pesquisa e divulgação do levantamento de preços de combustíveis (LPC) feita pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deveria durar duas semanas, mas já passa de um mês. Os dados são de interesse do setor de combustíveis, pois representam um acompanhamento oficial dos preços municipais e estaduais e permitem cálculos de competitividade.

De acordo com a publicação feita pela ANP em 25 de agosto, a agência está implementando um novo formato de pesquisa e de divulgação do LPC nos postos. Como parte da mudança, outra empresa foi contratada para prestar os serviços de levantamento. A escolhida foi a Análise e Síntese Pesquisa e Marketing, que assinou um contrato com vigência de um ano a partir de 8 de setembro.

Em agosto, a agência informou que a pesquisa seria interrompida entre 23 de agosto e 7 de setembro, com retomada da publicação dos dados em 14 de setembro, o que não aconteceu. Em novo anúncio, a ANP explicou que a previsão de retomada de publicação semanal dos dados foi revista “em decorrência de ajustes necessários ao processo de implantação do LPC”.

Com um tempo tão longo de interrupção, pesquisas e análises ficam comprometidas. Em entrevista ao novaCana, a especialista sênior de preços da S&P Global Platts, Nicolle Monteiro de Castro, afirmou que o mercado está “um pouco cego” em relação aos preços praticados para os consumidores, já que o levantamento dos postos de combustíveis divulgado pela ANP não está sendo publicado.

Fonte: novacana.com

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