A Ipiranga, distribuidora que pertence ao grupo Ultrapar, terá a segunda maior meta, de 4,71 milhões de títulos, ou cerca de 19% do total (Imagem: YouTube/Grupo Ultra)

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou as metas para as compras de créditos de descarbonização (CBios) por distribuidoras de combustíveis em 2021, apontando que a Distribuidora (BRDT3) terá o maior objetivo individual entre as empresas do setor.

As metas traçadas, que visam compensar os combustíveis fósseis comercializados pelas distribuidoras, são muito similares aos objetivos preliminares apontados pela autarquia em dezembro.

O objetivo total de comercialização de CBios para o ano será de 24,86 milhões de títulos, segundo publicação no Diário Oficial da União na véspera.

Maior comercializadora de combustíveis do Brasil, a BR Distribuidora será responsável pela compra de 6,55 milhões de CBios neste ano, o equivalente a 26,3% do total.

Cada crédito representa uma tonelada de dióxido de carbono que deixa de ser emitida.

A Ipiranga, distribuidora que pertence ao grupo Ultrapar (UGPA3), terá a segunda maior meta, de 4,71 milhões de títulos, ou cerca de 19% do total.

Na sequência, aparece a Raízen Combustíveis, joint venture de Shell e Cosan, que terá como objetivo a compra de mais de 4,3 milhões de CBios.

As demais metas previstas pela ANP têm menor proporção –em quarto lugar está a Alesat Combustíveis, com objetivo de 912,1 mil créditos, ou 3,7% do total.

Os CBios fazem parte do programa RenovaBio, que visa retirar milhões de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera e dar impulso ao setor de biocombustíveis, contribuindo com metas estabelecidas em 2015 pelo Acordo de Paris.

Os créditos são emitidos por produtores de etanol e biodiesel, e as metas projetadas para um horizonte de dez anos avançam gradualmente, ano a ano, até atingirem 90,67 milhões de títulos em 2030.

Fonte: Reuters

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