Após atos de 7 de Setembro, caminhoneiros bolsonaristas bloqueiam estradas em vários estados

Na maioria dos locais, apenas carros pequenos, veículos de emergência e cargas de alimentos perecíveis estão tendo o trânsito liberado pelos manifestantes. Segundo ministério, manifestações ocorrem em rodovias de 14 estados; no RS há bloqueio total das pistas.

Um dia após os atos antidemocráticos de 7 de Setembro, caminhoneiros que são a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) promovem manifestações e bloqueiam rodovias em vários estados do país nesta quarta-feira (8), causando transtornos e atrasos em cargas.

Na maioria dos locais, apenas carros pequenos, veículos de emergência e cargas de alimentos perecíveis estão tendo o trânsito liberado pelos manifestantes.

Num boletim divulgado às 20h30, o Ministério da Infraestrutura informou que, com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), eram registrados pontos de concentração de manifestantes em 14 estados, sendo 12 estados “com abordagem a veículos de cargas”.

Ao longo do dia, foram registrados pontos de concentração nos seguintes estados: Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, Maranhão e Rio Grande do Sul.

Em nota, o ministério informou que foram registrados dois pontos de bloqueios total no Rio Grande do Sul, mas eles “estão sendo desmobilizados pela PRF”. A pasta também informou que “já foram debeladas 117 ocorrências com concentração de populares e tentativas de bloqueio total ou parcial de rodovias durante as últimas horas”.

Locais dos protestos

Em Santa Catarina, foram registrados pontos de bloqueio em cinco rodovias: BRs 282, 101, 116, 280 e 470. Na primeira delas, já não havia restrições às 16h desta quarta-feira.

Garuva (SC) às 10h30 desta quarta-feira (8) — Foto: Anderson Pereira/Divulgação
Garuva (SC) às 10h30 desta quarta-feira (8) — Foto: Anderson Pereira/Divulgação

No Rio Grande do Sul, eram registradas 11 mobilizações em nove rodovias federais e estaduais. No estado, uma manifestação de indígenas também prejudica o trânsito na BR 386. Neste protesto, o tráfego é interrompido e liberado a cada 30 minutos.

Manifestantes em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. — Foto: Luiza La Rocca/RBS TV
Manifestantes em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. — Foto: Luiza La Rocca/RBS TV

Na Bahia, os protestos aconteciam na BR-242, próximos às saídas de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras.

No Maranhão, a manifestação ocorria na BR 230, próximo à saída da cidade de Riachão. Além de apoiar os atos do 7 de Setembro, os caminhoneiros no local também pedem a redução de impostos sobre o preço dos combustíveis.

Caminhoneiros pedem a redução de impostos sobre o preço dos combustíveis em protesto realizado na BR-230 no Sul do Maranhão — Foto: Reprodução/TV Mirante
Caminhoneiros pedem a redução de impostos sobre o preço dos combustíveis em protesto realizado na BR-230 no Sul do Maranhão — Foto: Reprodução/TV Mirante

No Tocantins, o bloqueio ocorria na BR-153, em Araguaína, no norte do estado. Os manifestantes permitiam apenas a passagem de veículos pequenos.

Manifestação na BR-153 em Araguaína (TO) — Foto: Reprodução

Manifestação na BR-153 em Araguaína (TO) — Foto: Reprodução

No Espirito Santo, há pontos de concentração de caminhoneiros nas rodovias BR-101, BR-262, BR-447 e BR-482, mas sem interdições.

Além desses estados, houve registro de protestos também no Paraná, Mato Grosso e na região de Ourinhos, em São Paulo.

Petróleo fecha em alta, apoiado por queda nos estoques dos EUA

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira, 20. Apesar de abrirem em baixa com a previsão de aumento nos estoques do óleo dos Estados Unidos, os ativos operaram em geral no positivo e ganharam força quando o resultado foi de queda nos estoques.

Produção de etanol nos EUA sobe 6,2% na semana, para 1,096 milhão de barris/dia

A produção média de etanol nos Estados Unidos foi de 1,096 milhão de barris por dia na semana encerrada em 15 de outubro.

Iraque: o petróleo pode chegar a US $ 100 no próximo ano

Os preços do petróleo podem chegar a US $ 100 o barril durante o primeiro semestre de 2022 em meio a baixos estoques comerciais globais, disse o ministro do Petróleo do Iraque, Ihsan Abdul Jabbar Ismaael , na quarta-feira, conforme publicado pela Reuters.