Brasil pode liderar produção de hidrogênio verde com preço competitivo

O Brasil é capaz de liderar o mercado de hidrogênio verde com um preço competitivo por conta da sua vocação para energia limpa, avaliaram especialistas reunidos em webinar promovido hoje, 3, pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

“Até 2025 as estratégias estarão definidas e o hidrogênio verde vai entrar com força no mercado global, e vai mudar toda a forma de negociação da energia no mundo inteiro”, disse Ansgar Pinkowski, gerente de Inovação e Sustentabilidade da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.

Segundo ele, grandes consórcios já estão sendo formados na Europa para entrar no mercado de hidrogênio verde, e os olhos da Alemanha estão atentos ao Brasil. Outros países, porém, devem entrar nessa disputa, inclusive o Paraguai, que, segundo Pinkowski, quer utilizar a energia que hoje não usa da usina hidrelétrica binacional de Itaipu, para produzir hidrogênio verde visando exportação.

O Paraguai tem direito a metade da energia de Itaipu, mas como não a utilizava, vendia cerca de 40% da sua parte para o Brasil, modelo que vem sendo modificado e pode mudar de vez com a renegociação do contrato, que vence em 2023. O Paraguai quer o direito de negociar a energia excedente com outros países, inclusive para a produção de hidrogênio verde.

A Alemanha anunciou a meta de atingir a descarbonização da economia até 2050. Para isso, segundo Pinkowski, vai precisar importar 90% do hidrogênio verde de que necessita. Marrocos é outro concorrente para o hidrogênio verde brasileiro, e pretende construir dutos para levar o insumo até a Alemanha, o que lhe dará vantagem sobre o produto do Brasil que, para chegar ao país europeu, teria adição de gases de efeito estufa no transporte.

“Não adianta nada gerar hidrogênio verde e colocar num navio que usa óleo pesado até a Europa. Esse balanço de carbono vai custar. Mas já existem estudos para navios baseados em amônia, por exemplo, a amônia verde poderia ser usada como combustível para navios grandes”, disse o executivo.

Offshore eólica no Açu

A estimativa é de que o mercado de hidrogênio verde possa movimentar cerca de 40 bilhões de euros até 2030. No Brasil, até o momento, dois grandes projetos estão sendo desenvolvidos, no Ceará e no Porto do Açu (RJ), informou o consultor técnico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luciano Oliveira, que não vê barreiras para o início da produção de hidrogênio verde no País.

“Não precisa ter regras novas para produção de hidrogênio, temos arcabouço regulatório para aproveitar essa oportunidade”, destacou Oliveira.

Para Filipe Segantine, gerente de Desenvolvimento de Negócios Sustentáveis do Porto do Açu, o hidrogênio verde que será produzido no Brasil poderá se tornar o mais competitivo do mundo, atingindo o preço de US$ 0,55 por quilo, à frente dos vizinhos Argentina e Chile.

O projeto de hidrogênio no Porto do Açu envolve também outra inovação no Brasil: plantas de geração eólica offshore, que serão instaladas na frente do Porto, informou Segantine.

“Assim como fomos base para indústria de óleo e gás, podemos ser base para eólicas offshore e produção de hidrogênio verde. A geração eólica offshore vai ser de importância relevante para o hidrogênio verde no Brasil”, afirmou.

Além desses projetos, o Porto do Açu prevê uma planta de hidrogênio verde e outra de amônia baseada em hidrogênio verde, além da produção de energia pelas ondas do mar.


Autor/Veículo: Broadcast

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