Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

em jogo

O presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, afirma que a greve dos caminhoneiros prevista para 1º de fevereiro poderá ser maior do que a de 2018, no governo de Michel Temer.

— Segundo Stringasci, a alta do preço do diesel é o principal motivo. “É o principal ponto, porque o sócio majoritário do transporte nacional rodoviário é o combustível (50% a 60% do valor da viagem). Queremos uma mudança na política de preço dos combustíveis”, informa.

— Desde 2016, a Petrobras adota o Preço de Paridade de Importação (PPI) para reajustar os combustíveis no país. Na época, os reajustes eram praticamente diários, seguindo a flutuação do mercado internacional, mas agora não tem prazo determinado.

— “A Petrobras não foi criada para gerar riqueza para meia dúzia, a Petrobras é nossa e tem que ajudar o povo brasileiro e o Brasil (…) Queremos preços nacionais para os combustíveis, com reajuste a cada seis meses ou um ano. Essa é uma das maiores lutas nossas desde 2018, e até antes, e até hoje”, destaca.

— Outras reivindicações são o preço mínimo de frete, parado no Supremo Tribunal Federal (STF), após um recurso do agronegócio, e a implantação do Código Identificador de Operação de Transporte (Ciot), duas medidas criadas após a greve de 2018.

— A ANTB integra o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), que na semana passada já alertou para a possibilidade de uma paralisação nacional. Estadão Conteúdo

A Petrobras não eleva os preços do diesel desde o fim de 2020. As importadoras questionam a política de preços – com defasagem, as janelas de importação ficam fechadas. A Petrobras nega o represamento dos preços.

— Nas duas primeiras semanas do ano, o preço do petróleo Brent acumula uma variação de 8%. Os contratos futuros fecharam em baixa, após operarem grande parte do dia em alta, em resposta ao corte de produção pela Arábia Saudita e ao relatório de estoques nos EUA.

— O Brent chegou a ultrapassar os US$ 57 pela primeira vez em dez meses, mas recuou 0,92%, fechando o dia a US$ 56,06 o barril. Já o WTI para fevereiro registrou baixa de 0,56%, a US$ 52,91 o barril.

— Nessa quarta (13), foi divulgado que a Saudi Aramco passará a ofertar níveis menores de petróleo bruto a partir do mês que vem como parte de contratos a longo prazo, distribuindo a algumas processadoras asiáticas cerca de 20% a 30% a menos em relação volume que elas desejavam.

— A queda no suprimento ocorre após os sauditas se comprometerem a cortar sua produção da commodity em 1 milhão de barris por dia em fevereiro e março. Investing.com, com Estadão Conteúdo

US$ 5 bi para entrar no mercado de gás no Brasil. A New Fortress Energy (NFE), dos EUA, fechou acordos para comprar a Hygo Energy (Golar Power), joint venture 50-50 entre a Golar LNG e a Stonepeak Infrastructure Partners, em uma operação de US$ 5 bilhões, que inclui a compra da Golar Partners.

— A empresa também anunciou um memorando de entendimento com a BR Distribuidora para a compra de suas ações na Pecém Energia, no Ceará, e na Energética Camaçari Muricy II, na Bahia, e a aquisição do projeto para o terminal de GNL do Porto de Suape, em Pernambuco.

— A NFE vai assumir o controle do principal player do mercado brasileiro para infraestrutura e comercialização de GNL, em projetos integrados com geração de energia (gas-to-power). A Golar Power, com foco no Brasil, e a Golar Partners operam e detêm unidades flutuantes de regaseificação (FSRUs) e navios para transporte internacional de GNL. epbr

— Acordo com a BR Distribuidora poderá encerrar imbróglio de 14 anos. A Pecém Energia e a Energética Camaçari Muricy II são sociedades em parceria com a CCETC, responsáveis pelas termelétricas a óleo diesel Pecém II e Muricy II. Foram negociadas num leilão de energia nova em 2006, mas nunca saíram do papel. Valor

Novo blecaute atingiu ao menos 13 cidades do estado do Amapá. O problema foi, novamente, provocado na infraestrutura sob responsabilidade da Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE).

— Houve o desligamento dos dois circuitos da linha de transmissão Laranjal–Macapá e das hidrelétricas de Ferreira Gomes, Cachoeira Caldeirão e Coaracy Nunes, com interrupção de 250 MW no estado.

— Às 17h15, última informação publicada nesta quarta (13) pelo MME, foram restabelecidos 110 MW de carga.

— “A Aneel está atuando junto à concessionária [LMTE], que deverá informar as medidas adotadas para solucionar o problema e evitar reincidências”, disse o ministério, em nota.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, acredita que o Congresso Nacional vai aprovar a privatização da Eletrobras no primeiro semestre deste ano e que a venda da companhia poderá ocorrer até o fim de 2021.

— Em entrevista à Megawhat, Albuquerque disse estar confiante na tramitação célere do PL 5877/2019 na Câmara dos Deputados. A comissão especial necessária para tratar do texto nem sequer foi instalada.

— A privatização da Eletrobras está na agenda desde o governo de Michel Temer, na época com apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), que tentou aprovar a proposta até o fim de 2018, sem sucesso.

Roubo de combustível. O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), sancionou nesta quarta (13) a lei 9.183/2021, que permite a aplicação de penalidades administrativas contra quem roubar, furtar ou receptar combustíveis.

— A nova lei permitirá a aplicação de multas ou interdição de estabelecimentos flagrados como parte da cadeia criminosa de desvio dos produtos, que também poderão ser confiscado. epbr

A Pré-Sal Petróleo (PPSA) arrecadou R$ 704,2 milhões para a União em 2020. Desse total, 89% – R$ 627,8 milhões – foram referentes à comercialização da parcela de petróleo e gás da União sob gestão da companhia.

— O valor com comercialização foi 33,5% superior ao de 2019 e 119% ao de 2018, quando a empresa iniciou essa atividade.

— Os R$ 76,4 milhões restantes (11%) foram arrecadados num Acordo de Equalização de Gastos e Volumes assinado entre a PPSA e a Petrobras em junho de 2020, referente à parcela da União na produção de óleo e gás no campo de Tartaruga Verde Sudoeste, objeto de contrato de partilha de produção assinado em 17 de dezembro de 2018.

— Em 2020, foram comercializados 2,8 milhões de barris de petróleo de Mero e do Entorno de Sapinhoá, que operam em regime de partilha, e 37,7 milhões de m3 de gás dos campos de Entorno de Sapinhoá, Tartaruga Verde Sudoeste e Tupi (ex-Lula).

— Desde 2018, a PPSA já arrecadou R$ 2,68 bilhões para a União, sendo R$ 1,38 bilhão com comercialização de óleo e gás e R$ 1,3 bilhão com equalizações de gastos e volumes realizadas em áreas onde a União tem participação nos Acordos de Individualização da Produção.

A Petrobras é a segunda colocada em um ranking das 100 maiores corporações transnacionais que operam nos oceanos. A lista foi divulgada nessa quarta (13) e é parte de uma pesquisa publicada, na revista Science Advances, feita por cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e das Universidades de Estocolmo e Uppsala, na Suécia.

— O estudo tem como objetivo avaliar a concentração da indústria no ambiente marítimo e os perigos que isso representa. Para os cientistas, esse nível de concentração na economia oceânica, fortemente dependente de recursos naturais, particularmente pesca, apresenta riscos para a sustentabilidade e uso global dos mares.

— “Essa tendência inclui o potencial que essa economia concentrada tem de retardar o progresso rumo às metas globais de acesso e uso equitativos dos recursos e espaços oceânicos e, de forma mais ampla, para seu uso sustentável”, detalha John Virdin, principal autor do estudo.

— Foram avaliados oitos principais setores que operam nos oceanos: petróleo e gás offshore, equipamentos e construção navais, produção e processamento de pescados e frutos do mar, transporte de contêineres, construção e reparo de navios, turismo de cruzeiros, atividades portuárias e energia eólica. MSN, com DW Brasil

Emissões em alta. O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, afirmou que as emissões decorrentes da geração de energia devem voltar aos níveis anteriores à crise global gerada pela pandemia ainda em 2021, gerando nova pressão sobre governos e formuladores de política energética por medidas eficazes no combate ao aquecimento global.

— A IEA afirma que 2020 marcou um grande choque para os mercados de energia no mundo, derrubando a demanda global em cerca de 5%, uma queda sete vezes mais forte do que a verificada após a crise financeira global de 2008 e 2009. Com isso, as emissões globais recuaram cerca de 7%, atingindo números equivalentes aos registrados dez anos atrás.

— A agência já alertava que a recuperação seria veloz tanto na produção de energia quanto nas emissões de gases poluentes, na medida em que a economia mundial superasse o abalo causado pela pandemia. Agora, segundo Birol, as perspectivas para 2021 confirmam o alerta. epbr

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