Paralisação de caminhoneiros na rodovia Castelo Branco, na entrada da marginal Tietê, em São Paulo – Danilo Verpa/Folhapress

Caminhoneiros realizaram na manhã desta sexta-feira (5) um protesto contra as medidas de restrição contra o coronavírus adotadas pelo governo de São Paulo. O estado entra na fase vermelha no sábado (6). Eles também reclamam do valor do ICMS (imposto esdadual) sobre combustíveis.

Dezenas de caminhões fizeram uma fila na marginal Tietê, uma das principais vias de tráfego da capital paulista, no sentido da Rodovia Ayrton Senna. Por volta das 11h, a via voltou a ser normalizada.

A manifestação não faz parte de uma articulação nacional pró-paralisação, como ocorreu em 2018.

O protesto é visto por alguns caminhoneiros que participaram de outros atos como uma manifestação de bolsonaristas contra o governador João Doria (PSDB-SP). Durante a pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se opôs diversas às medidas de fechamento comercial.

Na quinta (4), ele voltou a criticar o isolamento e relacionou a reação à pandemia a frescuras e “mimimi”, quando a crise atinge seu pior momento no país.

“A categoria articulada não está envolvida na manifestação desta sexta, não é algo articulado para o transporte no resto do Brasil. O debate está polarizado e bem político”, diz o caminhoneiro Marcos Souza, do interior de São Paulo, que participou da greve de 2018 e optou por não aderir a essa.

Ele considera difícil que haja um movimento nacional pela paralisação porque o agronegócio está no pico da safra, “o que seria completamente impossível”, devido às cargas de grãos a serem carregadas.

“A manifestação só diz respeito à bandeira vermelha do Doria e ao ICMS do estado, que é muito alto. Os autônomos continuam transportando durante a pandemia. Até acho que deveria ocorrer uma manifestação pesada sobre o absurdo do ICMS que é cobrado em São Paulo, mas não existe movimento nacional para isso agora”, diz Claudinei Pelegrini, presidente-executivo na Fecam-SP (Federação dos Caminhoneiros Autônomos de São Paulo).

Na fase vermelha, apenas os serviços essenciais estão permitidos, e com limites. A medida valerá até o dia 19 de março para tentar barrar a evolução da curva de infecções, óbitos e internações pelo coronavírus.

Wallace Landim, o Chorão, que foi um dos líderes da categoria em 2018, também afirma que o contexto do protesto em São Paulo é descolado de uma organização mais ampla em outros estados.

Fonte: Folha de São Paulo

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