Caminhoneiros protestam em rodovia no Pará contra reajustes do diesel

Caminhoneiros bloquearam parcialmente a rodovia BR-316, na região metropolitana de Belém, na manhã desta terça-feira (26). Dentre as reivindicações dos manifestantes, está a política de preços do óleo diesel no país.

O movimento ocorre menos de uma semana depois de paralisação de transportadoras de combustíveis em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, movimento que também tinha o preço dos combustíveis em sua pauta. No dia 1º de novembro, os caminhoneiros autônomos prometem uma paralisação nacional.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) diz que a interdição parcial da via começou por volta das 7h, quando caminhoneiros ocuparam a faixa da direita da BR-316, no sentido Belém. Liderança dos caminhoneiros disse que o movimento envolveu mais de 200 caminhões.

Eles protestam também contra restrições ao tráfego de veículos pesados na região e pedem a abertura por 24 horas de uma balança de pesagem na região metropolitana, alegando que as restrições geram riscos a caminhoneiros que precisam esperar para trafegar.

Uma das lideranças do movimento, o caminhoneiro Alessandro Almeida, disse que os problema de circulação pelo local é a pauta principal da categoria, mas o movimento acabou incluindo o preço dos combustíveis diante dos frequentes aumentos durante o ano.

A categoria quer que os reajustes sejam mensais e avisados com antecedência, para que os contratos de frete sejam negociados já com a previsão de aumentos, para evitar prejuízos. “Esse prejuízo tem provocado a quebradeira de muitos proprietários de caminhões”, disse.

Ainda pela manhã, o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Pará se reuniu com o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV) da Polícia Militar, o Detran e a PRF para discutir as reivindicações sobre as restrições ao tráfego e o horário de funcionamento da balança.

No início da tarde, lideranças dos manifestantes foram convidadas para uma reunião com o governo do estado, que se comprometeu com novo encontro para discutir as restrições de circulação e a questão da balança.

Por volta das 15h20, eles começaram a se desmobilizar. “O tema dos combustíveis, sabemos que é mais complexo e nacional”, afirma Almeida. Durante a mobilização, o congestionamento na via chegou a ter dez quilômetros, segundo a PRF.

Nesta terça, o governo do Pará se manifestou favoravelmente ao congelamento dos preços de referência para a cobrança do imposto estadual, tema em debate no Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).

“O Pará concorda com o convênio [de congelamento do valor], como forma de tentar controlar o preço dos combustíveis, e a expectativa é de que ele seja aprovado pelo Confaz, mas deve ser acompanhado por outras medidas do governo federal, para que seja efetivo”, disse, em nota, o secretário de Estado da Fazenda, René Sousa Júnior.

A escalada dos preços dos combustíveis é uma das motivações para paralisação nacional da categoria prometida para a próxima segunda (1º). Para tentar esfriar o movimento, o governo federal anunciou um auxílio de R$ 400 para a categoria, mas a proposta não agradou.

Após o anúncio de novos reajustes nesta segunda (25), um dos líderes da greve de 2018, Wallace Landim, disse que não há possibilidade de recuo. A Petrobras subiu a gasolina em 7% e o diesel em 9,1%. Com o reajuste, o litro do diesel vendido pela estatal acumula alta de 65% no ano.

“Isso mostra um andamento totalmente contrário àquele pelo qual estamos lutando. Estamos brigando por estabilidade no combustível, no gás de cozinha, para colocar em vigor leis já aprovadas, e é isso que a Petrobras faz”, disse Landim, que também é conhecido como Chorão, ao Painel.

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