Imagem: Divulgação

Na próxima semana, o Sindicato das usinas (Sindaçúcar) deverá enviar uma nova proposta de pagamento de créditos de descarbonização (CBios) para os fornecedores de cana. A decisão dos industriais foi tomada depois de assembleia do setor canavieiro vinculado à Associação dos Fornecedores (AFCP) e ao Sindicato dos Cultivadores (Sindicape).

Na ocasião, os canavieiros decidiram que só irão aceitar receber 100% da receita obtida com os CBios gerados pela cana fornecida na safra. Na proposta anterior, as usinas queriam pagar 60% do valor dos CBios.

Embora as usinas já tenham começado a receber pela venda de CBios, a AFCP argumenta que a única unidade pernambucana que repassou o valor dos créditos aos canavieiros foi a usina Coaf, em Timbaúba (PE). A unidade obteve R$ 810 mil na última safra.

“A nota para emissão de CBios melhora de acordo com a cana usada na fabricação do etanol. Tem melhor pontuação a cana classificada com menor uso de fertilizante e de máquina a base de diesel. Desta forma, a usina poderá ganhar mais no mercado de CBios quando informa os dados específicos dos canavieiros ao RenovaBio”, esclarece o presidente da usina Coaf e da AFCP, Alexandre Andrade Lima.

Ele relata que, em Pernambuco, a maior parte das usinas não queria distribuir o valor dos CBios com os agricultores. Após a proposta de pagamento de 60% do valor, a AFCP e o Sindicape proibiram que os industriais usem os dados ambientais dos canavieiros para se cadastrarem no RenovaBio junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).

Na segunda-feira, 7, após assembleia do setor, as duas entidades canavieiras se reuniram com o Sindaçúcar e reafirmaram que as informações de seus 7 mil associados só poderão ser usadas se a partilha dos CBios for feita na proporção da cana fornecida, com base no Projeto de Lei (3149/20), do deputado federal Efraim Filho (DEM-PB)

“Os industriais ficaram de se reunir e apresentar uma contraproposta na próxima semana, mas adiantamos que a única que aceitamos é 100% do valor dos CBios. Do contrário, as usinas continuarão tendo de perder até 30% na composição da nota do RenovaBio porque estarão impedidas de usar os dados dos canavieiros”, afirma o presidente do Sindicape, Gerson Carneiro Leão.

Ele, que também é diretor da usina Agrocan em Joaquim Nabuco (PE), afirma que já assumiu o compromisso de certificar a unidade junto à ANP para, depois, distribuir a totalidade do valor obtido com CBios aos canavieiros. O mesmo foi confirmado pela usina CooafSul, em Ribeirão (PE).

Fonte: novacana.com

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