CBio é a oportunidade econômica e ambiental na redução de gases de efeito estufa, diz Itaú BBA

A emissão de cada CBIO equivale a uma tonelada a menos de gás carbônico na atmosfera, explica Guilherme Bellotti da Itaú BBA

O instrumento financeiro Crédito de Descarbonização ou Crédito de Carbono (CBIO), é um ativo emitido por empresas licenciadas que produzem ou importam biocombustíveis, como o biodiesel e o etanol, por exemplo. Um relatório elaborado pelo Itaú BBA mostra que no acumulado de 2021, o volume de CBIOS emitidos no Brasil totalizou mais de 18 milhões de títulos.

O gerente de consultoria agro do Itaú BBA Guilherme Bellotti, explica a importância do CBIO para o setor de combustíveis nacional. “O CBIO equivale a uma tonelada de emissão evitada de gás carbônico na atmosfera, ele veio para reconhecer a externalidade positiva da produção de biocombustível no Brasil e na medida que ele reconhece e dá valor para essa externalidade. Além disso, contribui para o setor de biocombustíveis aqui no Brasil, consequentemente para a produção de cana-de-açúcar e a produção agrícola, utilizados para a produção de biodiesel, que aqui no Brasil a matriz de produção é de aproximadamente 75% de soja”, diz.

Devido a proximidade com o final do ano, Bellotti ainda aponta alta nos contratos de CBIO devido cumprimento de contratos ambientais por parte das empresas. “O volume negociado até meados de agosto veio bastante baixo, havia ainda uma grande espera do segmento em relação ao avanço da produção de etanol principalmente da região centro sul do país. Devido a proximidade do final do ano e as metas de descarbonização que são impostas para as distribuidoras que precisam ser cumpridas, já observa-se um volume maior de negociação e consequentemente um aumento nas cotações do CBIO”, explica.

Guilherme ainda explica como o CBIO pode influenciar o mercado agrícola e trazer boas oportunidades para o pequeno produtor. “Quem pode emitir os CBIO’s são os produtores e importadores de combustíveis, que são basicamente as usinas de açúcar e etanol e as usinas de biodiesel. Isso pode ser sentido pelo produtor rural através de um fortalecimento do setor como um todo e crescimento ao longo dos próximos anos que tende a possibilidade de uma precificação maior dos produtos agrícolas”, conclui.

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