(Imagem: REUTERS/Pascal Rossignol)

A Petrobras traçou um plano com projetos e produtos nas áreas de refino e gás natural nos quais pretende investir até 2030. O coração de seus negócios continua sendo o pré-sal. Mas os ativos das outras duas áreas que permanecem em seu portfólio também receberão dinheiro para se adaptarem a um novo ambiente de negócios, com mais concorrência e demandas ambientais.

Os insumos fósseis continuam sendo a prioridade da estatal. O plano para a próxima década não incluía projetos de energia renovável. A exceção é um estudo para instalação de aerogeradores flutuantes que devem fornecer energia para a operação de equipamentos submarinos nos campos do pré-sal.

O desenho do que a Petrobras quer ser no futuro foi apresentado aos seus colaboradores na última quinta-feira, dia 17, em um evento virtual. O Estadão / Broadcast teve acesso à apresentação dos colaboradores.

A empresa divide o planejamento das áreas de refino e gás natural em dois novos programas: Biorefino, para adaptação das unidades de processamento de óleo e gás para a descarbonização de derivados de petróleo; e Gás +, por meio do qual a empresa espera se preparar para um ambiente de mercado livre, com a entrada de concorrentes nos segmentos da rede em que deixou de participar.

No Biorefino, um dos pilares será a integração da Refinaria Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense, ao Gaslub, no município de Itaboraí, na região metropolitana do Rio. Gaslub é o novo nome que lhe foi dado para o Complexo Petroquímico do Estado do Rio. de Janeiro (Comperj), que teve as obras paralisadas e agora está sendo adaptado para processar parte do gás natural que será produzido no pré-sal da Bacia de Santos.

Dessa integração deverão surgir três tipos de produtos, que também terão como matéria-prima o petróleo do pré-sal: o diesel S-10, para consumo automotivo, os derivados de baixo teor de enxofre e os lubrificantes de segunda geração. A instalação de uma nova termelétrica de 1600 megawatts (MW) e o consumo de gás natural de 6 milhões de m³ por dia a plena carga ainda estão em avaliação para o Gaslub.

Para fazer frente a um cenário com exigências ambientais mais restritivas, a Petrobras também investe na fabricação de três novos derivados renováveis ​​de óleo e gás. O diesel verde está sendo testado na refinaria do Paraná, mas ainda depende de definições regulatórias para comercialização. Bioqav será uma versão mais limpa do querosene de aviação que vende atualmente. E depois há a gasolina renovável. Todos os três produtos devem ser misturados com derivados de petróleo antes de serem comercializados.

Na área de Gás e Energia, o projeto contempla a associação de usinas de geração térmica ao gás natural do pré-sal, que pode ser utilizado como insumo. De acordo com a apresentação aos colaboradores, o programa Gas + será a “alavanca para a sustentabilidade do segmento”, assente na adoção de medidas inovadoras, eficientes e competitivas. Para isso, a Petrobras conta principalmente com o uso de ferramentas de marketing.

A ideia é oferecer produtos customizados de acordo com a demanda do cliente, que deve diferir em prazos e locais de entrega. Para isso, a empresa pretende criar mercados spot, de longo, médio e curto prazo na área de gás e energia.

Fonte: Estadão

Assine nossa newsletter

Cadastre-se e recebe nossas notícias da semana.

VOCÊ PODE GOSTAR

Preços dos combustíveis nos postos recuam na semana, diz ANP

O valor médio do litro do diesel caiu 0,64% na semana encerrada no dia 29 de fevereiro, para R$ 3,677, enquanto gasolina recuou 0,04% no mesmo período.

75º Leilão de Biodiesel Complementar da ANP negocia 8,5 milhões de litros

No 75º Leilão de Biodiesel Complementar da ANP, foram arrematados 8.500.000 litros…

Preços do petróleo saltam 10% após Trump falar que prevê acordo entre Rússia e sauditas

Os preços do petróleo saltavam cerca de 10% nesta quinta-feira, depois que o presidente norte-americano Donald Trump disse que espera que Arábia Saudita e Rússia cheguem a um acordo.