Combustíveis: fracasso em venda de refinaria acende sinal amarelo na Petrobras

A perda da venda trava o principal objetivo da maior empresa do país, o qual é a quebra do monopólio no setor de combustíveis

A Petrobras (PETR4) fracassou na última semana ao tentar vender a refinaria Abreu e Lima, comentaram o Itaú BBA, Ágora Investimentos e BTG Pactual em relatórios obtidos pelo Money Times.

Para os analistas do Itaú, a perda da venda trava o principal objetivo da maior empresa do país, o qual é a quebra do monopólio no setor de combustíveis, o que deixaria o mercado mais competitivo.

“A venda desses ativos reduziria as perdas pesadas que a Petrobras tem sofrido por manter os preços abaixo dos internacionais paridade”, afirmaram André Hachem, Leonardo Marcondes, João Nasser e Renan Moura ao assinar o relatório do Itaú.

Ainda de acordo com o BBA, para atingir essa objetivo, a companhia teria que vender todas as refinarias, com isso, a estatal não controlaria o preço da gasolina no Brasil.

Os especialistas também comentaram que a chegada do ano eleitoral deve travar ainda mais a venda de ativos da empresa, o que acende o sinal amarelo para petroleira.

Jair Bolsonaro
Os especialistas também comentaram que a chegada do ano eleitoral deve travar ainda mais a venda de ativos (Imagem: REUTERS/Adriano Machado)

Mesmo assim, Hachem, Marcondes, Nasser e Moura classificaram o papel como Outperform (desempenho acima da média do mercado).

Além disso, o BTG Pactual concordou com o Itaú e explicou que teme o esgotamento do tempo para a Petrobras sair do setor de refino por causa de 2022.

Não obstante, o banco entendeu também que a falha na negociação foi extremamente negativa para a geração de valor para a empresa.

“Obviamente a mensagem é negativa pois não só reduz o potencial de valor a ser levantado como também provavelmente reduz o interesse para o restante dos ativos”, disse o BTG.

Por isso, o BTG possui recomendação neutra para a ação.

Por fim, a Ágora Investimentos relatou que a Petrobras pode sofrer ainda mais em 2022, devido a uma possível interferência de Bolsonaro para a redução do preço da gasolina em busca de votos em uma tentativa de reeleição.

Porém, a corretora continuou com a recomendação de compra para petroleira devido ao alto pagamento de dividendos esperado para os próximos meses.

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