Consumo de etanol em novembro de 2021 tem menor volume desde julho de 2017

Opção renovável representou menos de 20% da quantidade abastecida nacionalmente com combustíveis do ciclo Otto

Ao longo de 2021, a falta de competitividade do etanol nos postos fez com que o biocombustível perdesse a preferência dos consumidores. Em novembro, por exemplo, o renovável representou apenas 18,16% do volume abastecido com combustíveis do ciclo Otto, a menor parcela desde os 16,76% registrados em julho de 2017.

Os dados deste mercado foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) em 27 de dezembro.

No período, a demanda por etanol totalizou 1,08 bilhão de litros, também o menor valor mensal desde julho de 2017. Em comparação com os 1,7 bilhão de litros vistos em novembro de 2020, o consumo teve uma queda de 36,7%; já em relação ao mesmo mês de 2019 – antes da pandemia de covid-19 –, a retração é de 45,6%.

Ao mesmo tempo, o consumo de gasolina em novembro foi de 3,44 bilhões de litros, avanço de 6,7% tanto em relação a novembro de 2020 quanto na comparação com o mesmo mês de 2019.

Desta forma, o consumo de combustíveis do ciclo Otto em novembro totalizou 4,2 bilhões de litros (em gasolina equivalente), com recuo de 5,1% na comparação anual e de 9,2% ante novembro de 2019.

No acumulado do ano, por sua vez, a demanda total do ciclo Otto subiu 4,2%, chegando a 46,22 bilhões de litros. Ainda assim, o etanol apresentou queda de 10,4%, somando 15,52 bilhões de litros; já a gasolina teve avanço de 9,8%, para 35,25 bilhões de litros.

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O barril do petróleo Brent, com contrato para março deste ano, fechou esta quinta-feira (27) em queda de 0,09%, cotado a US$ 89,88, segundo dados preliminares.

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O que é o fundo de equalização dos combustíveis, defendido por governadores como alternativa ao ICMS

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou nesta quinta-feira (27) o congelamento do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado nas vendas de combustíveis por mais 60 dias, até 31 de março. A decisão foi unânime, com voto favorável dos 27 secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal.