Depois de cambalear em novembro, quando vários países europeus impuseram novos lockdows para combater a propagação da Covid-19, a demanda por gasolina e diesel se acelera novamente (Imagem: REUTERS/Nick Oxford)

A demanda global por petróleo se recupera com o forte consumo contínuo na Ásia e na América latina, juntamente com a retomada na Europa, o que compensa novos sinais de fraqueza nos Estados Unidos.

Depois de cambalear em novembro, quando vários países europeus impuseram novos lockdows para combater a propagação da Covid-19, a demanda por gasolina e diesel se acelera novamente, de acordo com um índice compilado pela Bloomberg News, que rastreia dezenas de indicadores de alta frequência sobre o uso de estradas e tráfego em países que respondem por mais de 70% do consumo global de petróleo.

Na semana passada, o índice se recuperou para o maior nível em dois meses, sugerindo que o impacto da onda mais recente de paralisações devido ao coronavírus na demanda global por petróleo desapareceu por enquanto.

O uso de estradas mostrou queda de 24% na semana passada em comparação com os níveis pré-pandemia, mas apresenta melhora em relação a meados de novembro, quando a queda era de 30%.

O consumo de gasolina e diesel já é forte na China, Índia, Japão e Brasil. Agora, motoristas europeus voltam a pegar a estrada, enquanto governos flexibilizam restrições de âmbito nacional em países como Reino Unido, Espanha e França.

Além disso, o transporte rodoviário de mercadorias é bem mais alto à medida que empresas repõem os estoques e a temporada de compras de Natal atinge o pico.

“Teremos o dezembro mais movimentado já registrado”, disse Kristian Kaas Mortensen, executivo da Girteka Logistics, maior proprietária de caminhões da Europa com uma frota de 7,5 mil unidades. A empresa agora precisa alugar caminhões extras, pois a frota está totalmente utilizada.

A Bloomberg News tem rastreado dezenas de pontos de dados semanais sobre a demanda por gasolina e diesel nos 15 principais países consumidores de petróleo, como pedágios em pontes nos Estados Unidos, congestionamentos em cidades na Europa, indicadores de poluição chineses e atividade de cartão de crédito em postos de combustíveis da Arábia Saudita.

A recuperação da demanda, juntamente com entradas de capital especulativo em commodities, ajudou a elevar o petróleo Brent acima de US$ 50 o barril na quinta-feira pela primeira vez desde março.

No início do mês, a aliança Opep+ aprovou um pequeno aumento da produção de 500 mil barris por dia no Ano Novo e deve se reunir novamente em 4 de janeiro para discutir se aumentará ainda mais a oferta em fevereiro.

Os dados de uso de estradas apontam para uma recuperação de três velocidades: a Ásia é a região mais forte, seguida pela Europa e pelas Américas.

A demanda por gasolina é igual ou próxima aos níveis pré-Covid na China, Índia e Japão, respectivamente segundo, terceiro e quarto maiores consumidores de petróleo do mundo.

“Vemos uma rápida recuperação em forma de V no consumo geral de petróleo”, disse Shrikant Madhav Vaidya, presidente do conselho da estatal Indian Oil Corp., maior refinadora de petróleo da Índia.

Fonte: Bloomberg

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