Imagem: Divulgação

A queda no consumo de combustíveis registrada neste ano tem afetado o etanol com mais força do que a gasolina, contrariando as expectativas pré-pandemia de coronavírus. O analista da Safras & Mercado, Mauricio Muruci, por exemplo, afirmou que a expectativa para 2020 era atingir um consumo próximo a 2 bilhões de litros mensais, o que não está se concretizando.

Ainda assim, no acumulado de janeiro a agosto, a demanda pelo biocombustível registrou o segundo resultado mais alto já contabilizado pela ANP, 12,04 bilhões de litros – na expectativa inicial de Muruci, este volume já estaria nos 16 bilhões.

O ano de 2019, por outro lado, ficou marcado pelo recorde no consumo de etanol hidratado – para efeitos de comparação, de janeiro a agosto, a demanda foi de 14,49 bilhões de litros. Entre os motivos que justificam o alto volume estão a oferta elevada, com a safra 2019/20 registrando a maior produção da história, e os preços competitivos nos postos, que atraíram os consumidores.

Ao longo de todo o ano, foram consumidos 22,54 bilhões de litros de hidratado, 16,3% acima dos 19,38 bilhões de 2018 e caracterizando a segunda alta anual consecutiva. O consumo da gasolina, por outro lado, apresentou quedas no mesmo período.

Conforme os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a demanda por gasolina em 2019 ficou em 38,16 bilhões de litros, uma queda de 0,49% em relação aos 38,35 bilhões de 2018.

As razões para esta inversão, ou mesmo para o crescimento do renovável em relação à gasolina, estão relacionadas tanto a incentivos governamentais – como as expectativas em relação ao programa RenovaBio, que estimula uma produção mais sustentável de combustíveis – quanto por questões como preço ou mesmo uma conscientização dos consumidores.

Para as distribuidoras, as tendências de consumo podem se refletir em mudanças na diversificação do mix de produtos, ou seja, na divisão da venda entre etanol e gasolina. Em 2019, 128 empresas comercializaram o renovável para os postos. Destas, três concentram mais de 50% do mercado: Raízen Combustíveis, Ipiranga e BR Distribuidora.

Confira, na versão completa, exclusiva para assinantes:

– O ranking das distribuidoras de etanol em 2019
– As distribuidoras que mudaram seu mix de vendas
– A evolução da distribuição dos combustíveis desde 2010
– Os detalhes das três principais distribuidoras do país

Fonte: novacana.com

Assine nossa newsletter

Cadastre-se e recebe nossas notícias da semana.

VOCÊ PODE GOSTAR

Petrobras tenta contornar excesso de combustível usando tanques de terceiros

Com queda nas vendas de gasolina e diesel, capacidade de armazenagem é gargalo

Só gasolina escapa da queda de vendas entre derivados em novembro, diz MME

As sucessivas altas no preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) este…

Demanda global por petróleo se recupera após queda em novembro

A demanda global por petróleo se recupera com o forte consumo contínuo…

2 Fatores Pressionam o Petróleo e 3 Podem Afetar o Mercado nas Próximas Semanas

A eleição presidencial nos EUA, os novos bloqueios na Europa e outras notícias iminentes…