Em meio a desabastecimento, gasolina está defasada em R$ 0,15/l; distribuidoras compram etanol

Em meio ao desabastecimento que se generalizou nesta quinta (9), com os combustíveis não saindo das refinarias, das usinas de etanol e das distribuidoras, e filas nos postos, a gasolina só não aumentou sua defasagem frente ao mercado internacional porque o petróleo caiu 1% na bolsa de Londres (US$ 71,63 para entrega em novembro).

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) registrou R$ 0,15 de defasagem, em torno de menos 5%.

O diesel, também segundo registro da entidade, enviado a Money Times, estava em menos 6%, por volta do meio-dia, exatamente em R$ 0,17 de defasagem por litro.

Vale destacar que o etanol hidratado, por exemplo, teve aumento na semana passada nas usinas, fora de compasso esperado, porque houve antecipação de compras das distribuidoras ante o feriado e ante o temor do bloqueio dos caminhoneiros.

CBios já subiram quase 45% em setembro na B3

Os preços dos Créditos de Descarbonização (CBios) romperam a estabilidade registrada desde o início do ano, período em que se mantiveram abaixo de R$ 30 por tonelada de carbono, e dispararam em setembro na B3.

Preço dos combustíveis deve continuar elevado em 2022, diz XP

A XP divulgou projeção de alta para os combustíveis, que devem continuar em um patamar alto pelos próximos meses, considerando a alta do preço do petróleo no mercado internacional, câmbio em R$ 5,20 no ano e em R$ 5,10 em 2022 e escassez de etanol, que são utilizados para reajustar preços na Petrobras.

Defasagem dos preços da gasolina diminui, mas do diesel se mantém, aponta Abicom

Os preços da gasolina praticados pela Petrobras no mercado brasileiro hoje têm uma defasagem média de 6% em relação aos preços internacionais, apontou levantamento da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom).