A gasolina correndo mais tempo, ou mesmo virando o ano, na faixa média de R$ 4,20 em São Paulo não é alerta para o abastecimento de etanol sem um controle da competitividade. As condições para o hidratado já estavam dadas antes dos prejuízos na produção saudita, após o ataque às refinarias, que fizeram o petróleo disparar 13% na segunda-feira passada, mas agora vai ser preciso maior rigor.

Os estoques tendiam a ser menores e as vendas do biocombustível vinham forte, na faixa mensal de consumo flutuando entre 1,85 a 1,9 bilhão de litros, mas para não comprometer demais uma flexão adicional nas vendas, as usinas precisão “calibrar os preços”, analisa Martinho Ono, CEO da SCA Trading, fazendo coro à Unica, entidade das empresas em recente apresentação ao governo.

Em torno de 200 milhões de litros mensais precisarão migrar para a gasolina, grosso modo, se mantido o ritmo de negócios.

Com 75% da safra do Centro-Sul concluída, o mercado já vinha dando como provável uma redução de 1,5 a 1,6 bilhão de litros de hidratado nos estoques nos próximos seis meses, portanto passando a entressafra (janeiro-março) a até início da próxima temporada (abril), analisa Martinho. Em produção, a sua estimativa é de produção de 31,5 bilhão de litros total de etanol, equivalente ao cinclo anterior.

Segundo o especialista em combustíveis, o cenário não preocupa, inclusive porque há sinais de que a safra 20/21 possa se antecipada – justamente pela necessidade a retomar mais cedo a produção de etanol – se as condições climáticas se mostrarem favoráveis.

Fonte: Grupo Idea

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