Estoques de etanol do Centro-Sul estão no patamar mais baixo das últimas quatro safras

Na primeira quinzena de outubro, volume subiu 175,65 mil litros

Em uma quinzena de baixa moagem e vendas de etanol em um nível aquém do registrado há um ano, os tanques de etanol ficaram mais cheios – mas não muito mais. Em 16 de outubro, a armazenagem do biocombustível pelas usinas do Centro-Sul totalizou 10,31 bilhões de litros, um avanço de 1,7% ante o começo do mês, equivalente a 175,65 mil litros.

Na comparação com os estoques de 11,85 bilhões vistos um ano antes, o atual volume está 13% inferior. Ele também é o menor em quatro anos para o período, ficando acima apenas dos 8,84 bilhões de litros contabilizados em 16 de outubro de 2017.

Os dados foram divulgados ontem, 26, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Anidro e hidratado
Apesar do volume total estocado ser menor que a posição de 2020, há uma disparidade entre os dois tipos de etanol. Os tanques de anidro do Centro-Sul, por exemplo, somavam 4,4 bilhões de litros em 16 de outubro – 16% acima dos 3,79 bilhões de litros de um ano antes.

Na primeira quinzena do mês, a produção de anidro pelas usinas do Centro-Sul foi de 590 milhões de litros, conforme números da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). Assim, a elevação de 150,76 mil litros nos estoques entre 1º e 16 de outubro significa que o equivalente a 25,5% do volume fabricado foi armazenado.

Por sua vez, os estoques de hidratado totalizavam 5,91 bilhões de litros em 16 de outubro, queda de 26,7% na comparação com um ano antes.

Em relação ao começo da quinzena, o avanço foi de apenas 24,89 mil litros, correspondente a 3,8% dos 647 milhões de litros fabricados no período. Ou seja, quase toda a produção de etanol hidratado foi comercializada.

“O consumo de etanol hidratado segue retraindo em relação ao ano anterior como consequência da perda de competitividade do biocombustível em relação a gasolina e da priorização, por parte dos produtores, para a fabricação do etanol anidro”, relata o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.

E ele completa: “O mercado segue se ajustando para que, dada as condições atuais, haja um pleno abastecimento da demanda. A oferta de etanol não coloca em risco o abastecimento do combustível renovável, seja no consumo direto de hidratado, ou no aditivo para a gasolina”.

São Paulo
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor de etanol, os estoques do biocombustível alcançaram 5,59 bilhões de litros em 16 de outubro, queda de 17,3% em relação a um ano antes.

Do total armazenado no estado, 3,02 bilhões de litros eram de hidratado (-31,5%) e 2,58 bilhões de litros de anidro (+9%).

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