Os preços do etanol hidratado recuaram nos postos de 14 estados brasileiros e no Distrito Federal na semana passada, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. Em dez estados houve alta; no Rio Grande do Sul, ficou estável e, no Amapá, não foi feita avaliação.

Na média dos postos brasileiros pesquisados pela ANP houve queda de 0,85% no preço do etanol na semana passada, para R$ 2,82.

Em São Paulo, principal estado produtor e consumidor, a cotação média do hidratado também recuou 1,25% sobre a semana anterior, de R$ 2,636 para R$ 2,608 o litro. Goiás registrou maior recuo porcentual no preço do biocombustível na semana passada, de 3,08%, e a maior alta, de 2,29%, foi no Piauí.

Na comparação mensal os preços do etanol subiram em sete estados: Acre, Alagoas, Maranhão, Pernambuco, Piauí. Rio de Janeiro e Rondônia, com recuos nas outras Unidades da Federação. No Amapá não houve avaliação.

Na média brasileira, o preço do etanol pesquisado pela ANP acumulou baixa de 1,17 na comparação mensal. A maior queda nos preços do biocombustível no período, de 6,41%, foi nos postos de Goiás. A maior alta, de 9,76%, ocorreu no Rio de Janeiro.

O preço mínimo registrado na semana passada para o etanol em um posto foi de R$ 2,228 o litro, em São Paulo, e o máximo individual ficou de R$ 4,949 o litro, no Rio Grande do Sul. São Paulo mantém o menor preço médio estadual, de R$ 2,608 o litro, e o maior preço médio foi registrado nos postos do Acre, de R$ 4,021 o litro.

Competitividade

Pela quarta semana consecutiva, os preços médios do etanol permanecem vantajosos ante os da gasolina em apenas cinco estados brasileiros: Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.

O levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas considera que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso.

Em Mato Grosso, o hidratado é vendido em média por 59,73% do preço da gasolina, em São Paulo por 65%, em Minas Gerais a 65,21% e em Goiás a 67,86%. No Paraná, a paridade está em 69,84%. Na média brasileira, a paridade é de 65,87% entre os preços médios do etanol e da gasolina, também favorável ao biocombustível.

A gasolina continua mais vantajosa em Roraima, com a paridade de 98,97% para o preço do etanol.

Fonte: UOL Economia

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