Hidratado: se a liquidação inesperada atrair consumo, alta será forte para controlar abastecimento

Decisão de escolha do combustível pode ficar pouca coisa mais favorável ao hidratado

Após altas acentuadas por semanas a fio, duas outras seguidas de baixas também significativas. Nessa gangorra do etanol hidratado está o desafio para a cadeia nos próximos dias, a depender dos cortes que chegarão às bombas.

Houve liquidação nas origens com a sobra não prevista – só nestes últimos 5 dias úteis, menos 4,03%, R$ 3,65/litro (Cepea) -, mas se o consumidor voltar com apetite, os reajustes terão que ser fortes novamente.

As elevações estavam saindo das empresas, a despeito da perda de competitividade, por falta de volumes de produto sendo fabricado e para a regulação dos estoques diante a entressafra mais longa (cinco meses).

O encurtamento da paridade com a gasolina foi tão grande, passando de 82%, que o hidratado saiu do cardápio do consumidor. Quando muito só está sendo usado na frota velha só movida a álcool.

Qualquer fôlego que o biocombustível volte a ter, sobretudo se a redução chegar cheia aos postos, já era arriscado, porém se considera que com a chegada de dezembro o ritmo de movimentação nas ruas fique maior, como é tradicional.

Além da retomada flagrante que a sensação de controle da pandemia já está transmitindo à população e às atividades econômicas.

Produção de etanol anidro cresce 22,3% no Nordeste, diz NovaBio

Com a safra 2021/22 em andamento, dados compilados pela Associação dos Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) sinalizam que a moagem de cana no Norte-Nordeste atingiu 28,67 milhões de toneladas no acumulado até 15 de novembro.

Valor do petróleo cai 2% e Petrobras ganha espaço para cortar preços no Brasil

O preço do barril de petróleo tipo brent atingiu os US$ 67,44 nesta quinta-feira, 2, o que representa uma queda de 2,08% em relação aos valores praticados na data anterior.

Abastecer com GNV rende quase o dobro que gasolina e etanol, aponta Abegás

Um levantamento da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) mostra que, atualmente, o Gás Natural Veicular (GNV) tem rendido quase o dobro da gasolina e do etanol.