Índia bate em reserva estratégica de petróleo: relatório

A Índia começou a vender petróleo de sua reserva estratégica de petróleo em uma tentativa de monetizar os ativos, alugando espaço neles para companhias de petróleo, informou a Reuters , citando fontes não identificadas.

Um relatório anterior da Reuters disse que a entidade que gerencia a reserva estratégica de petróleo do país foi autorizada a alugar 30 por cento de sua capacidade para empresas locais e estrangeiras por uma mudança de política.

A capacidade da reserva estratégica é de cerca de 37 milhões de barris.

No entanto, a reserva estratégica está cheia devido aos preços baixos recorde no ano passado, o que estimulou mais compras. Portanto, a Índia agora precisa liberar espaço e começar a alugá-lo.

O equivalente em petróleo a cerca de 20 por cento da capacidade da reserva estratégica será vendido para ajudar o estado a se proteger contra a inflação de preços e estar em posição de fornecer suprimentos urgentes para refinarias quando necessário, relatou Argus no mês passado, citando o presidente-executivo da Indian Strategic Petroleum Reserves Ltd., HPS Ahuja.

Isso perfaz um total de 50% da capacidade disponível para comercialização. Inicialmente, o espaço a ser liberado com as vendas era estimado em 8 milhões de barris – e já há locadores esperando, segundo fontes da Reuters, incluindo Mangalore Refinery and Petrochemicals e Hindustan Petroleum Co.

Os dois também vão comprar petróleo da reserva estratégica de petróleo a preços promocionais.

Ao mesmo tempo, a Índia está expandindo sua reserva estratégica de petróleo. Estão em construção mais duas instalações de armazenamento: uma com capacidade para 29 milhões de barris e outra com cerca de 18 milhões de barris, informou também a Argus em julho.

A Índia está vendo uma recuperação na demanda por petróleo recentemente, depois que os bloqueios foram suspensos e as pessoas voltaram a movimentos menos restritos. Em julho, informou a Reuters no início desta semana, a demanda por combustível atingiu o maior nível desde abril, impulsionando as importações.

CBios já subiram quase 45% em setembro na B3

Os preços dos Créditos de Descarbonização (CBios) romperam a estabilidade registrada desde o início do ano, período em que se mantiveram abaixo de R$ 30 por tonelada de carbono, e dispararam em setembro na B3.

Preço dos combustíveis deve continuar elevado em 2022, diz XP

A XP divulgou projeção de alta para os combustíveis, que devem continuar em um patamar alto pelos próximos meses, considerando a alta do preço do petróleo no mercado internacional, câmbio em R$ 5,20 no ano e em R$ 5,10 em 2022 e escassez de etanol, que são utilizados para reajustar preços na Petrobras.

Defasagem dos preços da gasolina diminui, mas do diesel se mantém, aponta Abicom

Os preços da gasolina praticados pela Petrobras no mercado brasileiro hoje têm uma defasagem média de 6% em relação aos preços internacionais, apontou levantamento da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom).