Indústria do etanol dos EUA promete ser carbono neutro até 2050

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A indústria americana de etanol, que responde por mais da metade da produção global do biocombustível, prometeu hoje que seu combustível será neutro em emissões de carbono em todo seu ciclo de vida até 2050, ou até antes. A Associação de Combustíveis Renováveis (RFA, na sigla em inglês) apresentou o compromisso ao presidente Joe Biden.

A estratégia é reduzir a pegada de carbono do próprio combustível e investir em projetos de captura, utilização e sequestro de carbono (CCUS, na sigla em inglês). A associação cita como possibilidades para a redução das emissões da indústria a adoção de eletricidade renovável, biogás para mover biorrefinarias e medidas agrícolas “eficientes em carbono”.

Até 2030, as indústrias americanas querem garantir que seu etanol emita 70% menos gases de efeito estufa do que a gasolina. Para isso, o etanol americano precisa diminuir sua pegada de carbono em 33%, saindo dos atuais 45 gramas de CO2 equivalente por megajoule (MJ) de energia gerada para 30 gramas de CO2 por MJ.

A RFA cita um estudo do Departamento de Energia (DoE) americano que mostrou que a pegada de carbono do etanol dos EUA já diminuiu 23% entre 2005 e 2019, saindo de 58 gramas de CO2 por MJ para os 45 gramas por MJ. Segundo os pesquisadores que coordenaram o estudo, essa redução foi provocada pelo aumento de 6,5% na produtividade do milho nas lavouras e pela redução de 24% no consumo de energia nas unidades industriais.

Em carta ao presidente americano, a associação ressaltou que o compromisso está alinhado à meta assumida pelos EUA de reduzir as emissões totais do país em 50% até 2030 e se tornar uma economia neutra em carbono até 2050.

Fonte: Valor Econômico

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