Inflação no mundo faz biodiesel ‘encolher’

Governos de diferentes países reduzem mistura ao diesel e extinguem programas de estímulo

Com a alta das cotações das commodities, que tem feito subir a inflação no mundo, diferentes governos – o do Brasil entre eles – decidiram dar um passo atrás em suas políticas de mistura de biodiesel ao diesel para tentar conter os preços dos combustíveis, que também pode ter efeito sobre os alimentos. Até o momento, as alterações nos mandatos para este ano já implicam em uma diminuição de cerca de 4,5 milhões de toneladas no mercado global de biodiesel, ou 9% da demanda de diesel de biomassa estimados para 2022, de acordo com levantamento feito pela S&P Global Platts Analytics a pedido do Valor.

No Brasil, o governo Bolsonaro interrompeu o programa de aumento progressivo de mistura, que estava em 13%, subiria para 14% a partir de março deste ano e iria a 15% em 2025. Agora, a mistura foi reduzida para 10%, retrocedendo ao nível de 2018. O tema chegou à Justiça nesta semana, mas, se não houver mudanças, 1,9 milhão de toneladas de biodiesel deixarão de ser vendidos no país com a medida, segundo estimativa da consultoria. O cálculo considerou que, a princípio, a mistura seria de 13% em janeiro e fevereiro e de 14% de março em diante.

Petróleo Brent cai 0,09% nesta quinta-feira, após bater US$ 90 pela 1ª vez desde 2014

O barril do petróleo Brent, com contrato para março deste ano, fechou esta quinta-feira (27) em queda de 0,09%, cotado a US$ 89,88, segundo dados preliminares.

Gasolina defasada em R$ 0,29 age diretamente contra o hidratado, já mais caro do que deveria

O petróleo mantendo-se em volta dos US$ 89 o barril já alarga a defasagem dos preços da gasolina e do diesel, enquanto comprime mais a competitividade do etanol hidratado.

O que é o fundo de equalização dos combustíveis, defendido por governadores como alternativa ao ICMS

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou nesta quinta-feira (27) o congelamento do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado nas vendas de combustíveis por mais 60 dias, até 31 de março. A decisão foi unânime, com voto favorável dos 27 secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal.