Maior cooperativa agrícola do país agora quer produzir combustível

Foto: Mauro Zafalon/Folhapress

Da lavoura diretamente à mesa dos consumidores. Esse é o perfil atual das principais cooperativas do país, que têm se tornado verdadeiros parques industriais nas últimas décadas. Algumas na área de grãos, outras na de proteínas.

Além da compra da produção dos agricultores, as cooperativas atuam nos setores de fornecimento de crédito, de insumos diversos e de seguros.

A Coamo Agroindustrial Cooperativa, líder nacional em grãos, agora vai entrar também na produção de combustível. “Não podemos ser só fornecedores de matérias-primas”, diz Airton Galinari, presidente-executivo.

Fundada em 1970, em Campo Mourão (PR), por 79 agricultores, devido à cultura do trigo na região, a cooperativa se expandiu para Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Neste ano, as receitas globais da empresa deverão ficar entre R$ 24 bilhões e R$ 25 bilhões, volume 25% superior ao de 2020. Apesar da quebra de produção de grãos neste ano, devido a seca e geadas, os preços mais elevados compensaram a perda nas lavouras.

Importante na captação de grãos nas últimas décadas, a Coamo partiu para a industrialização de seus próprios produtos. Atualmente tem mais de uma centena de itens nas prateleiras de supermercados.

O café da manhã fornecido pela cooperativa já está quase completo, incluindo margarina, café e pão. A empresa tem uma linha diversificada de farinhas de trigo.

Com uma fábrica de ração já na fase de implantação, a cooperativa faz agora um estudo de viabilidade para a produção de etanol de milho. Galinari espera que assembleia da cooperativa aprove a implantação dessa usina ainda neste ano ou no começo de 2022.

Assim como já faz com a soja e o trigo, a Coamo quer aumentar a industrialização do milho que recebe dos produtores. Na safra 2021/22, a cooperativa deverá receber a menos 160 milhões de sacas de grãos. O milho soma 52 milhões.

A liderança fica com a soja, cuja produção dos associados chega a 100 milhões de sacas. A oferta de trigo será de 10 milhões.

Atuando em regiões altamente produtivas, os 29 mil produtores da Coamo, presentes em 71 municípios, são responsáveis por 10 milhões de toneladas de grãos do país, um percentual próximo de 3,6% de toda a produção nacional, dependendo das condições climáticas.

Galinari diz que o objetivo da cooperativa é fornecer tudo que o produtor precisa: de maquinários a insumos para a produção no campo. O combustível poderá ser mais um item de redução de custos para os agricultores.

A Coamo não industrializa carnes, mas a fábrica de ração poderá ser mais um componente de redução dos custos dos produtores que atuam nesse setor. Em fase de terraplanagem, a indústria estará pronta a partir do segundo semestre de 2022. A capacidade inicial é para 200 mil toneladas por ano.

O uso do cereal para a fabricação de ração, no entanto, será de apenas 2% a 3% do que que a cooperativa recebe. Daí a opção pelo etanol de milho, cuja industrialização poderá somar 20% do volume.

A cooperativa está em uma região estrategicamente interessante para a distribuição de etanol de milho, devido à ausência de usinas de cana-de-açúcar em determinadas áreas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Até 2003, havia uma destilaria de álcool na cooperativa, mas, devido à qualidade do solo local, as terras com plantio de cana acabaram sendo ocupadas com a produção de grãos.

Fonte: Folha de S. Paulo

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