Mercado de CBios inicia 2022 com créditos suficientes para cobrir 30% da meta anual

Produtoras de biocombustíveis emitiram 30,88 milhões de créditos no ano passado, ultrapassando objetivo do RenovaBio pela segunda vez consecutiva

Com a perda de mercado do etanol e a redução da mistura obrigatória de biodiesel, o ano passado foi de cautela no mercado de biocombustíveis. Ainda assim, as produtoras certificadas no RenovaBio geraram créditos de descarbonização (CBios) em quantidade mais que suficiente para que as comercializadoras de combustíveis fósseis cumprissem os objetivos do programa.

Em 2021, a meta de aposentadoria de CBios era de 24,86 milhões. A este volume foram somados 363 mil créditos referentes a objetivos individuais não concluídos de 2020 e descontadas as 174 aposentadorias realizadas por investidores externos ao programa, totalizando 25,22 milhões de créditos.

No acumulado do ano, entretanto, as emissões totalizaram 30,88 milhões de CBios. O volume equivale a 124,2% da meta referente a 2021, com 6,02 milhões de créditos excedentes. O valor diz respeito ao número de CBios escriturados pelas produtoras de biocombustíveis até 31 de dezembro, conforme dados disponibilizados pela B3 – única registradora do RenovaBio.

Considerando também o saldo relativo a 2020, o novo ano começou com 10,44 milhões de CBios em circulação – equivalente a 29% da meta para 2022, de 35,98 milhões de CBios.

No primeiro dia útil de 2022, 5,05 milhões de CBios estavam em posse dos produtores de biocombustíveis, enquanto as distribuidoras detinham 5,11 milhões. Além disso, 273,16 mil créditos se encontravam nas mãos de investidores sem metas a cumprir.

Petróleo Brent cai 0,09% nesta quinta-feira, após bater US$ 90 pela 1ª vez desde 2014

O barril do petróleo Brent, com contrato para março deste ano, fechou esta quinta-feira (27) em queda de 0,09%, cotado a US$ 89,88, segundo dados preliminares.

Gasolina defasada em R$ 0,29 age diretamente contra o hidratado, já mais caro do que deveria

O petróleo mantendo-se em volta dos US$ 89 o barril já alarga a defasagem dos preços da gasolina e do diesel, enquanto comprime mais a competitividade do etanol hidratado.

O que é o fundo de equalização dos combustíveis, defendido por governadores como alternativa ao ICMS

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou nesta quinta-feira (27) o congelamento do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado nas vendas de combustíveis por mais 60 dias, até 31 de março. A decisão foi unânime, com voto favorável dos 27 secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal.