O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna participa de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados  (Agência Brasil/Agência Brasil)

O novo Conselho de Administração da Petrobras, renovado parcialmente no começo desta semana, se reúne esta sexta-feira, 16, para decidir quem assumirá como novo presidente da companhia.

O indicado do acionista controlador, que é a própria União, é o general Silva e Luna, ex-presidente da Itaipu Binacional, e que faz parte deste novo conselho formado nesta semana. Como é majoritária, e tem sete votos em um total de 11, não há riscos para ele perder a chance de ser ele eleito.

Na prática, a página já foi virada na Petrobras. O último dia do ex-presidente Roberto Castello Branco à frente da companhia foi na segunda-feira (12), quando a assembleia de acionistas retirou seu nome do Conselho de Administração e da presidência.

Desde então, quem está no comando interino da estatal é o atual Diretor Executivo de Exploração e Produção, Carlos Alberto Pereira de Oliveira.

Roberto Castello Branco foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro devido a desgastes na relação dos dois devido à política de preços da Petrobras que acompanha a paridade internacional, o que levou a várias altas na gasolina e no diesel no começo de 2021.

O anúncio de sua saída, em fevereiro, incomodou o mercado financeiro e foi mal visto por analistas do setor de óleo e gás que elogiavam os últimos dois anos da gestão da Petrobras.

Desde que assumiu, no início de 2019, Roberto Castello Branco colocou em prática uma política de desinvestimentos, com foco na exploração do pré-sal, otimizando a atividade da companhia.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal O Globo, Silva e Luna já trabalha no icônico prédio da Petrobras no Largo da Carioca, centro do Rio de Janeiro, e deve ser empossado ainda nesta sexta-feira, assumindo de fato o comando da companhia.

Mesmo com a demissão de quatro diretores, que acompanharam Castello Branco na despedida da empresa, Silva e Luva pretende nomear funcionários de carreira para o comando das áreas, garantindo uma transição suave.

Apesar de já ter se comprometido com a estratégia atual de negócio da companhia, Silva e Luna também fala em mudanças na política de preços. O que pode agradar Jair Bolsonaro e o consumidor, porém, já causa desconfiança em quem mira nos resultados.

Fonte: EXAME

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