“Nossa empresa está preparada para inovar”, diz Rubens Ometto sobre a Raízen

Rubens Ometto, controlador da Cosan – co-controladora da Raízen, em conjunto com a Shell -, disse, no evento de estreia da Raízen na B3, que a novata na bolsa “está preparada para inovar” com as tecnologias de etanol celulósico, biogás a partir da vinhaça, eletricidade do bagaço da cana e concentração da palha da planta para a produção de pellets. Essas tecnologias deverão receber mais aportes da companhia com os recursos levantados no IPO.

Durante evento na B3, Ometto realçou que, com a pandemia, houve maior atenção para “negócios ambientais”. “Veio a pendemia, que trouxe muita tristeza para o povo como um todo, mas fez com que todo o mundo passasse a criticar que as coisas más que fazemos no planeta e que nos penalizam, e passou-se a dar mais importância ao negócio ambiental”, afirmou.

Etanol celulósico

Ele disse que a Raízen “resolveu os problemas” de tecnologia do etanol celulósico – ou de segunda geração. “Quando fizemos negócio com a Shell, ela tinha gastado US$ 300 milhões para desenvolver tecnologia de etanol de segunda geração, que é transformar matéria-prima rica em carbono em etanol. Foi caro, mas conseguimos prestar atenção. Fizemos adaptações, corrigimos os erros. Implantamos na Usina Costa Pinto, resolvemos os problemas e estamos com esse sucesso”, afirmou.

Ometto citou também os negócios com energiasrenováveis mais maduros na empresa, como a cogeração do bagaço de cana. Segundo ele, a Raízen conseguiu estabilizar seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) com a cogeração de energia e com a entrada no negócio de distribuição de combustíveis, a partir da aquisição da Esso no Brasil.

Carros elétricos

O empresário também criticou os carros elétricos como solução ambiental. “É moda, mais ninguém está levando em conta a somatória da emissão de carbono, que não é so levar em conta o motor elétrico — que é mais eficiente que a combustão —, mas tem que levar em conta como produzir energia elétrica. Nossa empresa está atenta a isso e vamos a fundo para tentar trazer uma melhor solução”, acrescentou.

Ele recordou, ainda, a história da Cosan e da Raízen e afirmou que “a arte de ser um bom sócio é estar sempre focado no que é o melhor para a companhia”.

“Sociedades que não dão certo é porque um acionista procura levar vantagem para ele, ao invés de pensar o que é melhor para a companhia.”

As ações da Raízen estrearam com leve alta, mas em seguida passaram a registrar queda inferior a 1%.

Fonte: Valor Econômico
Texto extraído do boletim SCA

Autor/Veículo: Agência UDOP

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