Novo plano da Petrobras vai prever reflorestamento para compensar emissões

A Petrobras tem conversas com Ministério do Meio Ambiente e está trabalhando para definir detalhes sobre a proposta, segundo as fontes

O novo plano estratégico da Petrobras (PETR4), que vai englobar o período entre 2022 e 2026, trará iniciativas de descarbonização, como um programa de reflorestamento de áreas degradadas, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

A intenção da empresa, que deverá divulgar em novembro o plano de negócios plurianual, é adotar áreas para serem reflorestadas, com o objetivo de compensar parte de suas emissões, disseram as pessoas à Reuters, pedindo para não serem identificadas.

“O plano terá uma pegada de descarbonização e de compromisso com meio ambiente”, disse uma das fontes. “A ideia é adotar uma área para preservar, para ser reflorestada. Bancar um reflorestamento e tomar conta dela.”

A Petrobras tem conversas com Ministério do Meio Ambiente e está trabalhando para definir detalhes sobre a proposta, segundo as fontes.

“O reflorestamento é para compensar as emissões. Por enquanto, talvez não consiga tudo, mas a meta é zerar num prazo ainda a ser fechado”, adicionou.

Na segunda-feira, a Petrobras anunciou ambição de atingir a neutralidade das emissões nas atividades sob seu controle, conforme o estabelecido pelo Acordo de Paris, que trata de medidas para amenizar as mudanças climáticas. Mas a empresa não apresentou uma meta numérica.

As fontes disseram que não havia definição sobre como será o movimento da Petrobras em energias renováveis e o papel que isso poderia ter na agenda de sustentabilidade ambiental da empresa.

Há estudos para a empresa retomar investimentos em energia renovável ou mesmo comprar eletricidade a partir dessa fonte.

“Tudo está sendo considerado”, disse uma das pessoas a par do assunto.

A estatal chegou a deter empreendimentos em energia eólica, mas desinvestiu, buscando focar recursos na exploração e produção de petróleo do pré-sal.

Neste tema, o programa de investimentos deverá seguir na mesma direção, com foco no desenvolvimento desses ativos de águas profundas, altamente produtivos, enquanto a empresa dá alguns passos visando a transição energética com menor pegada de carbono.

“O novo plano estratégico está vindo aí e pode ser que algo seja contemplado”, disse uma terceira fonte, ao ser questionada se a empresa trará metas de redução de emissões.

A empresa e o Ministério de Meio Ambiente não comentaram o assunto imediatamente.

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