O que houve com a greve dos caminhoneiros, prevista para ontem e hoje?

Greve dos caminhoneiros, maio de 2018 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Apesar dos esforços de algumas entidades do setor de transporte autônomo em promover uma paralisação neste domingo, 25, e segunda, 26, as estradas permanecem desbloqueadas em todo país, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Foram registrados apenas pequenos protestos, sem aglomerações, às margens de algumas rodovias e na entrada do porto de Santos, em São Paulo.

Nem mesmo entre as lideranças dos caminhoneiros havia unanimidade quanto à realização da greve. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), considerada uma das entidades mais representativas da categoria, decidiu não aderir à greve e disse, na semana passada, por meio de nota, desconhecer iniciativas de grupos relevantes nesse sentido.

Ao mesmo tempo, líderes conhecidos da greve de 2018, como Plínio Dias, que parou o país, convocavam a paralisação por meio de grupos de WhatsApp. À frente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), Dias acreditava que a mobilização pelas mídias sociais poderia ajudar a promover uma paralisação nacional.

Entre as principais reinvidicações da categoria estava o fim da política de preços da Petrobras para os combustíveis e o cumprimento do piso mínimo de frete. A alta mais recente ocorreu no dia 5 deste mês, quando a Petrobras elevou o preço da gasolina em mais de 6%. O diesel teve um aumento de 3,7% e passou a custar 2,81 reais nas refinarias.

Os reajustes foram acompanhandos por um aumento de 5,8% do frete rodoviário. Segundo os caminhoneiros, no entanto, a tabela dificilmente é respeitada. O preço mínimo do frete foi criado pela equipe do ex-presidente Michel Temer durante a greve de maio de 2018. A medida foi implementada pelo governo dentro do conjunto de ações para pôr fim à paralisação.

Fonte: Exame

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