Os postos sem bandeira, também conhecidos como bandeira branca são aqueles que não possuem contrato de exclusividade com nenhuma distribuidora e não são vinculados a nenhuma grande rede, como Shell, Petrobras e Ipiranga. A gasolina vendida nesses postos é escolhida com base no preço e qualidade, e não precisa seguir uma marca específica. Atualmente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) exige que esses postos divulguem a marca que está sendo comercializada nas bombas para o consumidor.

Já os postos bandeirados possuem contatos com grandes marcas comerciais. Assim, eles só podem comercializar os combustíveis distribuídos pela marca detentora da bandeira, e em muitos casos possuem uma compra mínima de produtos da marca que deve ser realizada mensalmente. Nesses casos, também são feitos acordos para a utilização da marca na identidade visual do posto e nas bombas de gasolina. Além disso, os postos operam como uma franquia e devem respeitar alguns padrões da bandeira, como a exposição de produtos, métricas, layout, entre outras questões. Eles contam ainda com o apoio operacional para instalação e compra de equipamentos.

Os postos sem bandeira se popularizaram na década de 1990, com o fim do tabelamento dos combustíveis.  Em junho de 2019, mais de 18 mil dos 40 mil postos de combustíveis no Brasil eram bandeira branca, o que corresponde a cerca de 44,6% dos revendedores de combustível. A flexibilidade na escolha do distribuidor permite, muitas vezes, que esses postos forneçam um preço mais competitivo em relação a concorrência, o que não significa que a sua gasolina seja adulterada ou de baixa qualidade.

Seguindo ou não uma bandeira, todos os postos brasileiros são obrigados a seguir determinados padrões estabelecidos pela ANP, e são inspecionados regularmente. Desde agosto de 2020, a ANP estabeleceu os seguintes critérios de qualidade para a gasolina comercializada:

– Valor mínimo de massa específica (ME), de 715,0 kg/m3, o que significa mais energia e menos consumo.

– Valor mínimo para a temperatura de destilação em 50% (T50) para a gasolina A, de 77,0 ºC. Os parâmetros de destilação afetam questões como desempenho do motor, dirigibilidade e aquecimento do motor.

– Fixação de limites para a octanagem RON (Research Octane Number), já presente nas especificações da gasolina de outros países. O valor mínimo de octanagem RON, para a gasolina comum, é de 92, desde de 3 de agosto de 2020, e será de 93, a partir de 1º de janeiro de 2022. Já para a gasolina premium, será de 97, já a partir de 3 de agosto próximo.

(Fonte: CBIE)

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