A Opep+ deve se reunir na quinta-feira, após um adiamento de dois dias para dar aos países mais tempo para chegar a um consenso (Imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração)

A Opep+ avançou em direção a um acordo sobre os cortes na produção de petróleo, o primeiro sinal de progresso após os impasse das conversas no início da semana.

Após dias de negociações diretas entre os pesos-pesados do grupo – Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos -, detalhes sobre um possível acordo ainda não são claros. E é muito cedo para dizer se o avanço vai se traduzir em um acordo final, disseram os delegados, que pediram anonimato.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados precisam chegar a um acordo sobre os níveis de oferta no próximo ano. A produção deveria aumentar 1,9 milhão de barris por dia a partir de janeiro, mas as negociações recentes se concentram em manter os limites de produção atuais por mais três meses, embora outras opções também tenham sido discutidas. As negociações esbarraram em um confronto entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos

O governo russo, após conversas internas com suas próprias empresas de petróleo, definiu sua posição, disse uma pessoa a par das discussões. O país está preparado para concordar com uma redução gradual dos cortes de produção no primeiro trimestre de 2021, disse a fonte.

A Opep+ deve se reunir na quinta-feira, após um adiamento de dois dias para dar aos países mais tempo para chegar a um consenso.

Negociações tensas
A Opep+ resgatou o mercado de petróleo neste ano de uma crise sem precedentes, tendo reduzido a produção enquanto a pandemia destruía a demanda. Embora o preço do petróleo tenha subido nas últimas semanas, uma nova onda de casos de coronavírus atinge a economia global. Alguns membros da Opep+ acreditam que a demanda ainda está muito frágil para absorver barris adicionais.

Conversas tensas no início da semana levantaram o fantasma do desmoronamento do acordo – que afundaria os preços e abalaria um setor que abrange desde pequenos países como o Gabão até gigantes como a Exxon Mobil.

A intensidade da disputa entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos pegou observadores da Opep de surpresa, já que os dois são aliados de longa data. Mas o governo de Abu Dhabi tem buscado uma política de petróleo mais independente e quer bombear mais.

Se um acordo for finalmente fechado, será examinado por sua capacidade de manter a coalizão unida e disciplinada. As tensões devem reaparecer no próximo ano.

Fonte: Bloomberg

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