Para 2021, a Opep espera que o crescimento da demanda de petróleo seja limitado Imagem: France Presse/AFP

A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) manteve praticamente inalterada sua projeção para a queda na demanda global de petróleo neste ano, de cerca de 9,5 milhões de barris por dia (bpd), mas revisou as projeções regionais. O consumo global deve ser de 90,3 milhões de bpd neste exercício. Para o próximo ano, contudo, a entidade, com sede em Viena, espera um crescimento menor, de 6,54 milhões de bpd e não mais de 6,62 milhões de bpd, como projetado há um mês.

“Esta revisão para baixo em 2021 reflete principalmente menor perspectiva de crescimento econômico para os países que fazem parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e também os de fora do grupo em comparação com a previsão do mês passado”, explica a Opep, em relatório mensal divulgado hoje.

No caso dos países que integram a OCDE, conforme a entidade, sua projeção de demanda de petróleo foi alterada e aponta para uma queda de 4,84 milhões de bpd, 600 mil a menos que a estimativa anterior. Apesar de uma demanda melhor que o esperado para a primeira metade do ano, segundo a Opep, o ajuste foi feito diante de um menor consumo de combustível nos Estados Unidos e em algumas regiões da Europa no segundo semestre após uma temporada “decepcionante” no verão.

Já em relação aos países de fora da OCDE, a Opep ajustou ligeiramente para cima sua estimativa em 500 mil de bpd neste ano, para uma demanda de 4,63 milhões de barris de petróleo por dia neste ano. A melhora na perspectiva, segundo a Organização, reflete um desempenho melhor que o esperado da China.

Para 2021, a Opep espera que o crescimento da demanda de petróleo seja limitado por uma série de fatores, incluindo o do trabalho e educação a distância e ainda a diminuição de viagens internacionais, tanto a negócios como lazer. A entidade cita ainda ganhos de eficiência no setor de transporte, políticas de substituição de petróleo na geração de energia e redução dos subsídios ao setor de combustíveis.

Fonte: Estadão

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