Opep+ monitora nova variante da Covid-19, com receios sobre perspectiva, dizem fontes

LONDRES/MOSCOU (Reuters) – A Opep+ está monitorando os desenvolvimentos em torno da nova variante do coronavírus, disseram fontes nesta sexta-feira, com alguns expressando preocupação de que isso possa piorar as perspectivas do mercado de petróleo menos de uma semana antes de uma reunião para definir política.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, conhecida como Opep+, já enfrenta uma liberação de estoques liderada pelos Estados Unidos para tentar aliviar os preços. Ainda assim, uma fonte disse que a Rússia, um importante membro da Opep+, ainda não estava preocupada com a variante do vírus.

A Opep+ resistiu aos apelos dos EUA para se empenhar para reduzir os preços do petróleo, continuando a desacelerar as restrições de produção recorde do ano passado, adicionando 400 mil barris de oferta por dia todos os meses desde agosto. A reunião da próxima semana discutirá a produção de janeiro.

As autoridades globais reagiram com alarme às notícias da variante B.1.1.529, com a UE, o Reino Unido e a Índia entre os que anunciaram controles de fronteira mais rígidos. O petróleo despencou mais de 10%, a maior queda em um dia desde abril de 2020.[O/R]

“Não é bom, pois adiciona baixa a uma perspectiva já fraca”, disse um delegado da Opep sobre a nova variante, pedindo para não ser identificado. Outro disse que esse poderia ser o caso, embora fosse muito cedo para dizer.

A Opep+ se reúne em 2 de dezembro para decidir a política de produção. Outra fonte disse que o grupo avaliará a importância da variante para o mercado.

Petróleo Brent cai 0,09% nesta quinta-feira, após bater US$ 90 pela 1ª vez desde 2014

O barril do petróleo Brent, com contrato para março deste ano, fechou esta quinta-feira (27) em queda de 0,09%, cotado a US$ 89,88, segundo dados preliminares.

Gasolina defasada em R$ 0,29 age diretamente contra o hidratado, já mais caro do que deveria

O petróleo mantendo-se em volta dos US$ 89 o barril já alarga a defasagem dos preços da gasolina e do diesel, enquanto comprime mais a competitividade do etanol hidratado.

O que é o fundo de equalização dos combustíveis, defendido por governadores como alternativa ao ICMS

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou nesta quinta-feira (27) o congelamento do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado nas vendas de combustíveis por mais 60 dias, até 31 de março. A decisão foi unânime, com voto favorável dos 27 secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal.