(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração)

A Opep e seus aliados revisaram cenários de demanda por petróleo para 2021, com a demanda agora vista abaixo do que se antecipava, segundo documento oficial visto pela Reuters, que daria argumentos para um eventual aperto da oferta no próximo ano.

“Para 2021, a demanda por petróleo deve crescer em 6,2 milhões de barris por dia na comparação ano a ano, representando uma revisão para baixo de 0,3 milhão de barris por dia na comparação com a avaliação do mês passado”, afirma o relatório de um painel de representantes de produtores da Opep+, o chamado Comitê Técnico Conjunto.

O grupo teve uma reunião virtual na segunda-feira, antes de um encontro do Comitê Ministerial de Monitoramento Conjunto que se reúne nesta terça-feira e pode recomendar políticas para a Opep+.

O grupo de produtores que inclui membros da Opep e outros aliados como a Rússia está preparado para aumentar a produção em 2 milhões de bpd a partir de janeiro, o equivalente a cerca de 2% do consumo global, como parte de um planejado relaxamento após restrições recorde de oferta implementadas neste ano.

Mas com a demanda por combustíveis perdendo força, a Opep tem considerado postergar esse aumento de oferta.

Uma opção que tem ganho apoio entre os países da Opep+ é manter os atuais cortes de 7,7 milhões de bpd por mais três ou seis meses, disseram fontes no grupo. Pelo acordo original, os cortes seriam reduzidos para 5,7 milhões de bpd em janeiro.

O comitê técnico da Opep+ considerou os dois cenários de prorrogação, segundo o relatório.

Os estoques comerciais de petróleo da OCDE cairiam para ficar 73 milhões de barris acima da média de cinco anos em 2021, se os cortes forem prorrogados até o final de março de 2021, segundo um dos cenários.

Em outro, haveria uma queda nos estoques da OCDE para 21 milhões de barris acima da média de cinco anos no próximo ano, se o pacto de cortes for ampliado até junho, segundo o relatório.

A Opep+ terá uma reunião em 30 de novembro e 1° de dezembro para decidir sobre sua política de produção para 2021.

Fonte: Reuters

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