As vendas de etanol hidratado, que prometiam alcançar um novo recorde em 2020, acabaram o ano com volume 14,7% menor que o de 2019. Ao longo de 2020, as vendas mensais ficaram abaixo dos patamares do ano anterior a partir de março, assim que começou a pandemia.

As distribuidoras venderam 19,257 bilhões de litros do biocombustível no ano passado, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No ano anterior, o volume, recorde, foi de 22,544 bilhões de litros. O volume de comercialização de 2020 ficou até um pouco abaixo do de 2018.

Dezembro foi o mês de maior volume de etanol vendido no ano, de 1,936 bilhão de litros. Essa quantidade, porém, ainda ficou 9,4% aquém do registrado um ano antes. No início da pandemia, quando houve maior restrição de circulação, entre abril e junho, as vendas mensais ficaram na casa dos 1,2 bilhão e 1,3 bilhão de litros. Em julho e agosto, os volumes subiram para a casa dos 1,5 bilhão de litros, e de setembro a novembro, para 1,7 a 1,8 bilhão de litros.

O etanol hidratado foi o combustível mais penalizado pela pandemia. Além da redução do consumo, o produto ficou menos competitivo do que a gasolina em importantes regiões, dado que os baixos preços do petróleo no mercado internacional mantiveram a paridade de importação do combustível fóssil em baixa. Em dezembro, a participação do etanol no consumo do ciclo Otto ficou em 42,17%, abaixo dos 44,47% de dezembro de 2019, segundo a ANP.

Mato Grosso do Sul foi um dos poucos Estados em que o consumo do biocombustível em 2020 superou o do ano anterior.No Estado, as vendas mensais ficaram acima dos níveis de 2019 a partir junho e encerraram o ano com aumento de 34,2%, a 145,7 milhões de litros. Em São Paulo, maior polo de consumo do Brasil, as vendas do biocombustível recuaram 13,15% no ano, para 10,139 bilhões de litros.

Autor/Veículo: Valor Econômico

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