Para MME, sucesso do RenovaBio a partir de 2026 depende de investimento do setor privado

Coordenador-geral de etanol do MME, Marlon Arraes afirma que a venda direta do biocombustível não deve interferir na emissão dos créditos de descarbonização

Após superar “vários desafios, inclusive no plano judiciário”, conforme relata o coordenador-geral de etanol do Ministério de Minas e Energia (MME), Marlon Arraes, o RenovaBio está perto de finalizar o segundo ano em que efetivamente esteve em funcionamento.

Nesta terça-feira, 26, Arraes afirmou que os primeiros anos do programa são para consolidação da sua viabilidade com as usinas já existentes. “Acreditamos que o parque instalado é perfeitamente compatível com as metas para esses anos”, disse durante a 21ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada em São Paulo (SP).

Ainda de acordo com ele, a partir de 2026 será preciso ter uma indicação “bastante concreta” de investimentos na expansão da capacidade produtiva e no uso de biocombustíveis, especialmente de etanol.

“Teremos uma reunião para tratar, dentre outros temas, da sinalização que deveremos ter para estes investimentos. O comitê [RenovaBio] olha a resposta que obtemos da iniciativa privada, dos agentes produtores do setor, para que tenhamos o cumprimento das metas”, completa o coordenador.

Em uma palestra realizada durante o mesmo evento, o presidente da Datagro, Plínio Nastari, projetou que a geração de CBios pode ficar abaixo da meta já em 2022 – ainda assim, o estoque de passagem deve permitir que o objetivo seja cumprido.

Entretanto, para 2024 e 2025, a consultoria acredita que não será possível ultrapassar as metas de créditos de descarbonização definidos no cronograma do RenovaBio. “Aqui entra a necessidade de continuarem os investimentos em expansão da produção de etanol para que seja cumprida a meta”, destaca.

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