Petrobras anuncia venda de refinaria no Amazonas por US$ 189,5 mi

Negócio faz parte de plano da petroleira para vender todas as suas refinarias fora dos estados do RJ e SP

A Petrobras assinou nesta quarta-feira (25) contrato com a Ream Participações, que pertence aos sócios da Atem Distribuidora, para a venda da refinaria Isaac Sabbá (Reman) e de seus ativos logísticos associados, no Amazonas, por US$ 189,5 milhões (R$ 994,1 milhões), informou a empresa em fato relevante.

De acordo com a empresa, US$ 28,4 milhões (R$ 148 milhões) foram pagos nesta data e US$ 161,1 milhões (R$ 845 milhões) serão pagos no fechamento da operação, que está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, como a aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

O negócio faz parte de um plano da petroleira que visa vender todas as suas refinarias fora dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, conforme compromisso firmado pela estatal com o Cade em junho de 2019 para a abertura do setor de refino do país.

A Reman é a segunda refinaria a ter o contrato de compra e venda assinado, dentre as oito que estão em processo de venda. Anteriormente, a companhia anunciou a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, ao Mubadala, por US$ 1,65 bilhão (R$ 8,66 bilhões).

A Petrobras afirmou que, até o cumprimento das condições precedentes e o fechamento da transação, manterá normalmente a operação da refinaria e seus ativos associados. Após a conclusão, dará apoio à Atem por um período determinado, sob contrato de transição, para preservar a segurança e a continuidade operacional.

Localizada em Manaus (AM), a Reman possui capacidade de processamento de 46 mil barris por dia. Seus ativos incluem um terminal de armazenamento.

“A operação está aderente ao plano estratégico vigente e alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando a geração de valor”, afirmou a Petrobras no comunicado.

CBios já subiram quase 45% em setembro na B3

Os preços dos Créditos de Descarbonização (CBios) romperam a estabilidade registrada desde o início do ano, período em que se mantiveram abaixo de R$ 30 por tonelada de carbono, e dispararam em setembro na B3.

Preço dos combustíveis deve continuar elevado em 2022, diz XP

A XP divulgou projeção de alta para os combustíveis, que devem continuar em um patamar alto pelos próximos meses, considerando a alta do preço do petróleo no mercado internacional, câmbio em R$ 5,20 no ano e em R$ 5,10 em 2022 e escassez de etanol, que são utilizados para reajustar preços na Petrobras.

Defasagem dos preços da gasolina diminui, mas do diesel se mantém, aponta Abicom

Os preços da gasolina praticados pela Petrobras no mercado brasileiro hoje têm uma defasagem média de 6% em relação aos preços internacionais, apontou levantamento da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom).