Segundo o presidente, é preciso previsibilidade para a política de preços da Petrobras e a população não pode viver com a “sanha arrecadatória” do governo (Imagem: REUTERS/ Sergio Moraes)

Na última quarta-feira (8) Jair Bolsonaro voltou a assustar investidores da Petrobras (PETR3;PETR4). Apesar de ter dito que não irá interferir na estatal, em seguida ele completou afirmando que pode mudar “esta política de política”.

Segundo o presidente, é preciso previsibilidade para a política da Petrobras e a população não pode viver com a “sanha arrecadatória” do governo federal e dos governos estaduais.

A fala foi sentida nas ações. Na sessão de ontem, os papéis ordinários da Petrobras, que chegaram a subir 1,56% na parte da manhã, fecharam em alta de apenas 0,46%. Já as ações preferenciais caíram 0,08%, após terem subido 1,33% durante o dia.

Nesta quinta-feira, por volta das 14h30, as ordinárias da estatal caiam 1,76%, a R$ 23,39, enquanto as preferenciais tinham queda de 1,21%, a R$ 23,69.

“A notícia vai de encontro com a visão de que as ações da Petrobras deverão sofrer pressões negativas enquanto houver incertezas a respeito da autonomia de gestão da companhia e da viabilidade de uma política de preços de combustíveis alinhada a referências internacionais de preços de petróleo e câmbio”, afirmam os analistas da XP Gabriel Francisco e Maira Maldonado.

A própria companhia enviou questionamentos ao governo sobre declaração do presidente.

“A Petrobras informa que indagou o seu acionista controlador, por meio do Ministério de Minas e Energia, ao qual a companhia está vinculada, de acordo com a Lei 9.478/1997, sobre a existência de informações relevantes que deveriam ser divulgadas ao mercado”, afirmou, em comunicado ao mercado na noite de quarta-feira.

A XP manteve a recomendação de venda dos papéis da estatal, com preço-alvo de R$ 24.

Recentemente, Bolsonaro decidiu retirar Roberto Castello Branco do cargo de presidente-executivo da Petrobras em meio a divergências sobre a política de preços de combustíveis adotadas pela estatal. Ele indicou à posição o general da reserva Joaquim Silva a Luna, que ocupava a diretoria-geral brasileira de Itaipu Binacional.

Fonte: Money Times

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