Petrobras se aproxima de meta de dívida

Valor Econômico – A Petrobras pagou, ontem, a primeira parcela, no valor de R$ 21 bilhões, dos dividendos que a companhia de comprometeu a antecipar aos acionistas, relativos aos resultados financeiros de 2021. A distribuição está associada à perspectiva de redução da dívida da empresa.

A expectativa no mercado é que a compensação financeira de US$ 2,9 bilhões, paga na terça-feira pelas chinesas CNODC e CNOOC como parte do acordo de coparticipação do projeto de Búzios, no pré-sal, ajude a petroleira a atingir a meta de redução da dívida bruta, para US$ 60 bilhões, ainda no terceiro trimestre de 2021.

A compensação financeira de Búzios garantiu mais reforço no caixa, na véspera do prazo em que a companhia se comprometeu a pagar a primeira parcela da antecipação dos dividendos.

Ao reportar lucro líquido de R$ 42,855 bilhões no segundo trimestre, a petroleira anunciou que distribuiria R$ 31,6 bilhões, em duas parcelas: a primeira delas, no valor de R$ 21 bilhões (US$ 4 bilhões), em agosto, e a segunda parte, no valor de R$ 10,6 bilhões (US$ 2 bilhões), em dezembro.

A antecipação dos recursos ocorre em um momento em que o governo busca fontes de receitas para bancar programas sociais, de olho na corrida eleitoral de 2022.

O acordo de coparticipação de Búzios visa a regular a coexistência de dois tipos de contrato para uma mesma área: o contrato da cessão onerosa, assinado entre a Petrobras e a União em 2010, e o contrato de partilha, válido para os volumes que foram negociados no leilão dos excedentes da cessão onerosa, em 2019.

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