Petróleo em alta; efeitos do Ida ainda afetam a produção dos EUA

Os preços do petróleo eram negociados em firme alta na sexta-feira, impulsionados pelas consequências dos impactos persistentes do furacão Ida sobre os produtores do Golfo de México dos EUA além de esperanças de melhorias nas relações comerciais entre EUA e China.

Por volta das 12h50 (horário de Brasília), os futuros do petróleo WTI, negociados em Nova York, subiam 2,1% para US$ 69,56 por barril, enquanto os futuros do Brent apresentavam alta de 1,8%, a US$ 72,73 por barril.

Os futuros da gasolina RBOB dos EUA apresentavam avanço de 2,5%, a US$ 2,1515 por galão.

Os danos causados pelo furacão Ida ainda são sentidos pelos produtores americanos no Golfo do México depois de mais de uma semana de a tempestade devastadora ter tocado solo. A última estimativa aponta que cerca de três quartos da produção de petróleo offshore da região, ou cerca de 1,4 milhão de barris por dia, permanecem suspensos desde o final de agosto.

“As perdas totais na produção de petróleo bruto resultantes do furacão Ida somam agora pouco mais de 22 milhões de bbls, e com a produção ainda tendo dificuldades em se recuperar, este número irá crescer”, afirmou um relatório dos analistas do ING.

A Royal Dutch Shell (NYSE:RDSa) (SA:RDSA34), a maior operadora offshore da região, alegou situação de força maior em alguns dos seus contratos na quinta-feira, numa medida que indica a expectativa de que as suas operações continuarão afetadas durante algum tempo.

A queda dos estoques de petróleo bruto dos EUA atingiu níveis mínimos em quatro semanas na semana passada, como mostram os dados da Energy Information Administration divulgados na quinta-feira, com a parada de refinarias em razão do furacão impactando a demanda.

Os estoques brutos caíram 1,5 milhão de barris na semana até 3 de setembro, disse a EIA em seu Relatório Semanal do Status do Petróleo, representando o menor nível de consumo nos estoques brutos dos EUA desde o início de agosto.

Somam-se ao tom positivo as notícias de um telefonema entre o Presidente dos EUA, Joe Biden, e o seu colega chinês Xi Jinping no final da quinta-feira, alimentando a esperança de relações mais amistosas entre as duas superpotências econômicas mundiais e, portanto, um possível impulso ao comércio global.

Estes ganhos contrastaram com o recuo de quinta-feira, após a China anunciar que tinha liberado estoques de petróleo pela primeira vez para tentar apoiar seus refinadores, que enfrentavam custos elevados.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e a Agência Internacional de Energia anunciam suas respectivas revisões para as perspectivas de demanda de petróleo para 2022 na próxima semana, sendo que o mercado irá analisar esses números detalhadamente à procura das opiniões de ambas quanto ao impacto da disseminação da variante delta do coronavírus sobre os futuros níveis de demanda.

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