Plataforma da Petrobras na Bacia de Campos: preços do petróleo continuam em trajetória de alta neste ano (André Valentim/Exame)

As cotações do petróleo já dispararam mais de 30% neste ano nos Estados Unidos. O contrato futuro do WTI, o petróleo de referência no mercado americano, encerrou a sexta-feira, 19, negociado a 65,67 dólares, o nível mais alto em quase dois anos.

De acordo com Charles Gave, sócio-fundador e presidente do conselho da Gavekal Research, uma das casas de análise macro mais respeitadas do mundo, se os preços do petróleo subirem mais rapidamente do que o PIB nominal, isso vai significar escassez de energia. Essa situação culminaria em um aumento da inflação e na redução da relação preço/lucro.

O assunto é tratado no novo relatório da EXAME Gavekal Research, a parceria da Gavekal com a EXAME Invest Pro.

“Todos os períodos inflacionários ocorreram quando a relação entre o crescimento econômico e os preços do petróleo estava em queda. Além disso, todas as recessões nos EUA aconteceram após um efetivo aumento de impostos causado pelo petróleo. Posso atestar que todas as recessões americanas em minha carreira ocorreram porque os preços do petróleo estavam muito altos”, destacou Gave.

Para explicar sua tese, Gave utilizou a “Teoria Malthusiana”, sobre demografia, criada pelo economista inglês Thomas Robert Malthus. A teoria defende que a população cresce mais rápido do que a produção de alimentos. Em sua adaptação dessa tese, Gave mostra um gráfico que tem o preço do petróleo como causa de recessões nos EUA e aponta a relação da commodity com a inflação.

Fonte: EXAME

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