Petróleo em queda com perdas consideráveis na semana devido a receios com a Covid

Os preços do petróleo caíam ainda mais na sexta-feira, acumulando perdas consideráreis na semana devido a preocupações de que o aumento dos casos de Covid-19 ofusque o crescimento da demanda no segundo semestre.

Às 12h35 (horário de Brasília), os futuros do WTI caíam 0,6%, a US$ 63,09 o barril, enquanto os futuros do Brent caíam 0,6%, a US$ 66,06 o barril. Ambos os contratos estão nos valores mais baixos desde maio e estão a caminho de perdas semanais acima de 7%.

Os futuros da gasolina RBOB dos EUA caíam 1,2%, para US$ 2,0575 o galão.

A disseminação global da variante delta do vírus Covid-19 continua a obscurecer as perspectivas de crescimento econômico e, consequentemente, da demanda por petróleo.

O Japão estendeu as restrições de emergência, assim como a Austrália e a Nova Zelândia, enquanto os casos aumentam também em países como Coreia do Sul, Malásia, Filipinas, Vietnã e Tailândia, bem como na China, de maneira crucial.

Esses países tendem a ter taxas de vacinação relativamente baixas, mas os casos também estão em alta nos Estados Unidos, levando as autoridades do país nesta sexta a estender o fechamento de fronteiras terrestres com Canadá e México para viagens não essenciais, como as turísticas, até 21 de setembro.

O Goldman Sachs cortou a previsão de crescimento econômico dos EUA para 2021 no início desta semana, prevendo crescimento do PIB de 6% este ano, ante 6,4% antes, mencionando o impacto maior do que o previsto da variante delta.

O fim da alta temporada de demanda por gasolina nos EUA, sugerido pelo inesperado aumento nos estoques de gasolina em 696.000 barris na quarta-feira, e o fim das férias de verão na Europa e nos Estados Unidos também devem enfraquecer a demanda por petróleo.

Mais tarde, na sexta-feira, será interessante a divulgação da contagem de plataformas da Baker Hughes em meio a sinais de que a indústria de shale dos EUA está aumentando a produção, enquanto os dados da Commodity Futures Trading Commission sobre o posicionamento líquido de fundos de hedge e gestores de capital também darão visões sobre a direção futura do mercado.

Dito isso, o próximo evento importante para o mercado de petróleo será a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, a Opep+.

“O grupo deve se reunir em 1º de setembro e, embora sua política de produção seja definida até o final do ano, sempre há potencial de mudança caso eles achem que isso seja necessário”, afirmaram analistas do ING, em nota. “Do jeito que as coisas estão, é improvável que vejamos alguma mudança.”

Petróleo fecha em alta, apoiado por queda nos estoques dos EUA

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