Petróleo em queda com reajuste do mercado após fortes ganhos

Os preços do petróleo perderam força nesta quinta-feira, devolvendo ganhos depois de um rali de três dias, com novas ondas de contaminações por Covid-19 continuando a pesar no sentimento geral do mercado.

Às 12h40 (horário de Brasília), os futuros do WTI dos EUA caíam 1,1%, a US$ 67,59 o barril, enquanto os futuros do Brent caíam 1,1%, a US$ 70,49 o barril. Ambos os benchmarks tiveram alta de cerca de 10% nos primeiros três dias da semana.

Os futuros da gasolina RBOB dos EUA caíam 2%, a US$ 2,2545 o galão.

As preocupações com os focos globais de Covid-19, particularmente da variante delta, continuam a eclipsar as perspectivas de demanda de combustível e commodities em geral.

Somando-se ao pessimismo desta quinta-feira, parte da produção da plataforma offshore em águas mexicanas administrada pela estatal Petroleos Mexicanos foi restaurada, depois que um incêndio letal no fim de semana interrompeu a extração, reduzindo a produção em mais de 400.000 barris por dia.

No entanto, essas perdas são mínimas quando comparadas com ganhos acumulados durante o ano pela economia global e pelos EUA, o maior consumidor de energia do mundo.

Dados divulgados mais cedo durante o dia mostraram que a economia dos EUA cresceu ligeiramente mais rápido do que inicialmente se esperava no segundo trimestre, a uma taxa anualizada de 6,6%, elevando o produto interno bruto acima das máximas pré-pandêmicas.

Além disso, a Energy Information Administration dos Estados Unidos divulgou na quarta-feira que os estoques de petróleo americanos caíram na semana passada pela terceira semana consecutiva e a demanda geral por combustível aumentou a taxas não observadas desde março de 2020.

Fora dos Estados Unidos, as viagens aéreas aumentaram acentuadamente na Índia, terceiro maior consumidor de petróleo do mundo, conforme o país se recupera da última onda de Covid-19, resultando em um aumento na demanda por combustível de aviação.

As vendas de combustível para aviação tiveram o maior aumento mensal em mais de um ano, de acordo com dados preliminares da primeira quinzena de agosto, embora ainda estejam 45% abaixo do mesmo período em 2019.

As atenções agora se voltam para o simpósio de Jackson Hole do Federal Reserve, em especial para o discurso do presidente Jerome Powell na sexta-feira, já que o impacto do dólar também afetará o comportamento do mercado do petróleo.

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