© Reuters. Petróleo fecha em alta, com expectativa de maior demanda e novos cortes na oferta

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, com os investidores reagindo a sinais de melhora das economias de China e Japão e a novas notícias promissoras de vacina contra a covid-19, que alimentam as expectativas de aumento da demanda pela commodity. Além disso, rumores de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) concordaram em estender os cortes de produção contribuíram para o avanço dos preços do óleo.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para dezembro fechou em alta 3,01%, a US$ 41,34 o barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para janeiro subiu 2,43%, a US$ 43,82 o barril.

A notícia de que a vacina da Moderna foi 94,5% eficaz estimulou expectativas por uma retomada da economia global. O “otimismo geral entre os investidores impulsionou os preços do petróleo no início da nova semana” disse o Commerzbank em relatório enviado a clientes. “Além de um ambiente de mercado financeiro favorável, as esperanças de demanda são crescente – de acordo com a agência de estatísticas NBS, o processamento de petróleo bruto chinês atingiu um recorde de 14,1 milhões de barris por dia em outubro”, observou o Commerzbank.

China e Japão divulgaram dados vistos como favoráveis à retomada econômica no final da noite de ontem, sinalizando possível recuperação do impacto da pandemia. O PIB japonês teve crescimento de 21,4% no terceiro trimestre com relação ao período anterior, maior avanço em 40 anos. Na China, produção industrial, vendas no varejo, vendas de moradia e investimento estrangeiro direto apresentaram evolução mensal.

De acordo com a Reuters, a maioria dos membros da Opep+ aceitou em reunião técnica hoje estender por três meses, a partir de janeiro, os atuais cortes na oferta da commodity. O Comitê de Monitoramento Ministerial Conjunto (JMMC, na sigla em inglês) tem encontro marcado para amanhã, quando é esperado anúncio sobre o tema. O cumprimento pela Opep+ do acordo de redução na oferta de petróleo, segundo a Reuters, caiu para 96% em outubro.

Fonte: Investing.com

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