Petróleo fecha em alta com foco em restrição de oferta, apesar de dólar forte

O petróleo fechou em alta nesta terça-feira, 26, com o foco dos investidores voltado para a crise energética que tem elevado o preço do barril recentemente. A demanda pela commodity aumentou com a reabertura econômica e também devido à escassez de gás natural no mercado. No entanto, a oferta não tem sido capaz de compensar a maior procura.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para dezembro subiu 1,06% (+US$ 0,89), a US$ 84,65 o barril, no maior nível desde 2014. O Brent para janeiro, que agora é o contrato mais líquido, avançou 0,56% (+US$ 0,48), a US$ 85,65 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

“Os preços do petróleo se fortaleceram hoje, à medida que o aperto no fornecimento global de energia e o aperto do mercado continuam a fornecer um coquetel de alta para o combustível”, diz a analista Louise Dickson, da Rystad Energy.

Segundo Dickson, embora a commodity tenha iniciado o dia em queda, principalmente por causa da valorização do dólar contra os principais pares, o movimento se inverteu quando os investidores passaram a se concentrar no quadro mais amplo, ou seja, na crise de energia.

“Na verdade, há pouca coisa que possa levar os preços do petróleo para longe de sua dinâmica de alta no curto prazo, já que a única fonte real de oferta significativa é a Opep+, e não parece haver muito ânimo para mudanças de política nessa frente no momento”, ressalta a analista, em referência à Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados.

Ainda hoje, saem as estimativas semanais do American Petroleum Institute (API) para os estoques de petróleo nos Estados Unidos. O dado oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) americano é divulgado nesta quarta-feira, 27.

“Os preços do petróleo continuam subindo e os apelos à Opep+ para aumentar a produção continuam caindo em ouvidos surdos”, afirma o analista de mercado Edward Moya, da Oanda. Em coletiva de imprensa hoje, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que o governo americano vai continuar a pressionar o cartel para que resolva os “problemas na oferta” da commodity energética.

Petróleo despenca até 13% e WTI fica abaixo de US$ 70, com temor por nova cepa

Os contratos futuros do petróleo despencaram nesta sexta-feira, 26, com recuo de até 13%. Tanto em Nova York, quanto em Londres os ativos tiveram o pior desempenho desde o início de setembro, com o WTI tendo perdido a marca dos US$ 70.

Governo vende 55 milhões de barris de petróleo do pré-sal por R$ 25 bilhões

A PPSA (Pré-Sal Petróleo SA) vendeu nesta sexta-feira (26) 55 milhões de barris de petróleo do pré-sal que pertencem à União. Pelas cotações atuais, o leilão representa uma arrecadação de R$ 25 bilhões para o governo federal no prazo de cinco anos.

Opep+ monitora nova variante da Covid-19, com receios sobre perspectiva, dizem fontes

A Opep+ está monitorando os desenvolvimentos em torno da nova variante do coronavírus, disseram fontes nesta sexta-feira, com alguns expressando preocupação de que isso possa piorar as perspectivas do mercado de petróleo menos de uma semana antes de uma reunião para definir política.