Petróleo fecha em alta, com relatório da Opep e impacto de tempestades

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, 13, em sessão marcada pela publicação do relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que previu um aumento na demanda, projetando que os níveis pré-covid serão ultrapassados em 2022. Além disso, os impactos do furacão Ida no Golfo do México ainda afetam a produção, e o mercado segue avaliando os efeitos do fenômeno.

O petróleo WTI para outubro fechou em alta de 1,05% (US$ 0,73), a US$ 70,45 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro subiu 0,81% (US$ 0,59), a US$ 73,51 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

A Opep ajustou para cima sua previsão de alta no consumo global em 900 mil barris por dia, a 4,2 milhões de bpd. Além disso, o cartel reduziu previsão de alta da oferta de petróleo fora do grupo em 2021, de 1,1 milhão a 900 mil bpd, e manteve a expectativa para o crescimento da economia mundial em 5,6% neste ano e 4,2% em 2022. Por sua vez, embora o mercado esteja em clima de alta, “os riscos de queda ainda abundam com variantes do coronavírus e lockdowns adicionais, já que a China encontrou outros casos mutantes na província de Fujian”, aponta a Rystad Energy.

“O impacto do furacão Ida está durando mais do que o mercado esperava e como parte da capacidade de produção de petróleo permanece fechada esta semana, os preços estão subindo”, aponta a consultoria, que lembra ainda que o fornecimento não está sendo restaurado e, portanto, não chega às refinarias que reiniciaram as operações mais rápido do que os produtores. Eventos climáticos extremos seguem sendo uma preocupação para a produção, e a Rystad Energy aponta ainda o impacto da tempestade tropical Nicholas no Golfo do México em uma alta dos preços.

Dois outros pontos seguem no radar do mercado, segundo a consultoria. As tratativas do retorno ao acordo nuclear com o Irã, que nos últimos dias tiveram novos desdobramentos entre Teerã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e a liberação de reservas por parte da China. O plano de Pequim para liberar reservas estratégicas pode “causar alguma flutuação de preço quando seus detalhes forem revelados, então os investidores estarão procurando por pistas esta semana”, avalia a Rystad Energy.

IBP critica mudanças regulatórias na venda de combustíveis

Representante das grandes distribuidoras de combustíveis, o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) se posicionou a favor da manutenção do atual modelo de funcionamento do mercado de revenda de derivados de petróleo.

Estes são os postos de combustíveis populares e preferidos por brasileiros

Os postos de combustível Petrobras BR, Ipiranga e Shell são as marcas com maior índice de popularidade entre os brasileiros, é o que aponta um estudo realizado pela empresa de pesquisa de satisfação e NPS (Net Promoter Score) SoluCX: as marcas foram citadas por 73,2%, 72,8% e 69,1% dos respondentes da pesquisa, respectivamente.

Guerra política no Brasil e economia mundial devem manter preço da gasolina nas alturas

Economistas dizem que toda vez que o discurso golpista avança, desconfiança cresce e dólar sobe, elevando o preço dos combustíveis. Motoristas de aplicativo dizem que serviço já não compensa diante dos custos.