Petróleo fecha em alta, de olho em furacão Ida e à espera de reunião da Opep+

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, 30, de olho nas notícias sobre o furacão Ida, que reduziu drasticamente a atividade petrolífera no Golfo do México. A reunião ministerial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que ocorre nesta semana, também está no radar.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de WTI com entrega prevista para outubro fechou em alta diária de 0,68% (US$ 0,47), a US$ 69,21. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril de Brent para novembro teve alta de 0,74% (US$ 0,53), a US$ 72,23.

Os ativos da commodity iniciaram a sessão em baixa, mas reduziram as perdas com as notícias sobre a reunião ministerial da Opep+, que ocorre nesta quarta-feira. De acordo com reportagem da Reuters, a organização deve manter seus planos de elevar sua oferta de forma modesta, em 400 mil barris por dia.

O ministro do petróleo do Kuwait pediu cautela na expansão da produção, por conta da desaceleração do mercado devido ao avanço do coronavírus. Na análise do Commerzbank, isso significa que o assunto – que dificilmente deveria estar na ordem do dia após a significativa recuperação de preços da semana passada, com acumulo de 10% de ganho – é pelo menos provável de ser discutido.

No radar dos operadores, também está o furacão Ida, que atingiu a região do Golfo no fim de semana e se transformou em tempestade tropical nesta manhã. Funcionários de 288 plataformas de produção, de um total de 560 plataformas tripuladas na região, foram retirados, de acordo com levantamento do Escritório de Segurança e Fiscalização Ambiental dos EUA.

Na análise do economista do Goldman Sachs, Neil Mehta, é provável que os danos a longo prazo sejam limitados, de acordo com reportagem do Barrons. “Observamos que 96% do petróleo e 94% do gás natural do Golfo do México foram interrompidos”, diz ele. “Historicamente, tem havido uma rápida recuperação da produção da região depois de eventos climáticos e, com base em relatórios iniciais, esperamos um retorno mais rápido da produção de petróleo do que a produção de refino na região”.

Segundo analistas, o setor de energia deve ser o principal canal para que o furacão Ida impacte a economia americana. De modo geral, os dados devem ser modestos, contanto que as estimativas de danos não aumentem drasticamente e as paralisações das refinarias não sejam prolongadas, disseram os economistas à Associated Press.

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