Petróleo fecha em queda de mais de 2%, com covid-19 e balança comercial da China

Os contratos do petróleo fecharam em queda de mais de 2% nesta segunda-feira, 9. Uma série de fatores pressionou a commodity no mercado futuro, mas o centro dos temores de investidores ficou por conta da recuperação da economia global diante da disseminação da variante delta do coronavírus, que provoca o recrudescimento da crise sanitária em alguns dos principais compradores do óleo no mundo.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para setembro recuou 2,64% (-US$ 1,80), a US$ 66,48, enquanto o do Brent para o mês seguinte teve baixa de 2,35% (-US$ 1,66) na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 69,04.

Após a China adotar novas restrições em algumas regiões do país por conta do surgimento de novos casos da covid-19, a situação da pandemia nos Estados Unidos também entra em foco. De acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) americano, 201,3 a cada 100 mil pessoas contraíram o coronavírus por dia no país, na média dos últimos sete dias. Desde a terça-feira da semana passada (03), os EUA notificam mais de 100 mil infecções diárias.

Enquanto isso, o Irã passou a registrar, em média, uma morte por coronavírus a cada 2 minutos, segundo informou a Reuters, e a Austrália expandiu o bloqueio ao Estado da Nova Gales do Sul, em meio a temores de uma nova onda do vírus em Sydney.

Com uma política de tolerância zero em relação à pandemia, os impactos econômicos da cepa delta devem ser consideráveis na China, segundo avalia a economista especializada em China Fabiana D’Atri, do Bradesco (SA:BBDC4), em entrevista ao Broadcast. Essa expectativa fez com que o Julius Bär e o Goldman Sachs (NYSE:GS) revisassem para baixa as suas projeções de crescimento econômico do país em 2021.

O cenário de cautela nos contratos de petróleo foi reforçado pela balança comercial de julho do gigante asiático, que mostrou desaceleração no nível de importações e exportações em relação ao mês anterior. Segundo a Capital Economics, o volume de importações menor de commodities pela China “veio para ficar”, e sinaliza que o rali nos preços do óleo – iniciado a partir da recuperação do choque provocado pela pandemia – chegou ao seu pico.

Por fim, também pesou sobre a commodity energética o fortalecimento do dólar ante moedas rivais ao longo da sessão. A valorização da moeda americana enfraquece a demanda por petróleo, já que isso o torna mais caro e, consequentemente, menos atraente a operadores que negociam com outras divisas.

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