Petróleo fecha em queda e estende perdas pós-payroll

Os contratos futuros do petróleo registraram queda nesta segunda-feira, 6, em dia de baixa liquidez devido ao feriado de Dia do Trabalho nos EUA. A commodity estendeu o recuo registrado na última sessão, depois da divulgação do payroll americano, sendo pressionado pela decisão da Saudi Aramco (SE:2222), estatal petrolífera da Arábia Saudita, de reduzir seus preços para clientes da Ásia.

O petróleo Brent para novembro fechou em queda de 0,54% (US$ 0,39), a US$ 72,22 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). No pregão eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de WTI para outubro foi negociado a US$ 68,89, em queda de 0,58%.

A Saudi Aramco informou que irá reduzir os preços do petróleo para clientes da Ásia a partir de outubro, mas manteve os valores cobrados de clientes nos EUA e na Europa. O analista do ING, Warren Patterson, disse à Dow Jones Newswires que ainda que o mercado esperasse um corte nos preços, este foi maior do que o previsto. Uma maior produção da Arábia Saudita e baixa demanda pela Ásia contribuíram para a decisão, avalia.

Na Rystad Energy, economistas acreditam que a redução não é suficiente para justificar grandes preocupações do mercado nem com a oferta, nem com a demanda, ainda que a mudança sinalize um certo temor diante da busca pelo óleo no mercado asiático. “É, no entanto, uma pressão negativa para as negociações do petróleo, após um longo período de notícias otimistas de todo o mundo”, escreve o analista Bjornar Tonhaugen.

A empresa de energia avalia que, apesar da menor liquidez por conta do feriado americano nesta sessão, notícias sobre os estoques de petróleo nos EUA ao longo da semana devem provocar maiores oscilações nos preços da commodity. “Do lado da oferta, no Golfo do México dos EUA, as operadoras ainda tinham cerca de 93% da produção de petróleo paralisada na noite passada”, pontua Tonhaugen. Quanto à demanda, os investidores devem monitorar o impacto do avanço do coronavírus, afirma.

Os analistas dizem ainda que o corte pela Saudi Aramco tratou-se de um segundo golpe no mercado de óleo, logo após a publicação do resultado misto do relatório de empregos dos EUA, o payroll, que provocou o recuo do ativo na última sessão.

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