Não está claro o timing da Petrobras na sua política de repassar para os combustíveis os preços gastos com a importação de petróleo. Já foram três os aumentos da gasolina desde final de setembro. Algum outro deve estar próximo, para janeiro possivelmente, a menos que a estatal vá represar a transferência das altas do petróleo.

O setor sucroenergético acompanha atentamente, visto que a safra 19/20 já saiu de cena no Centro-Sul, e estoques de etanol só estão disponíveis nos tanques dos grandes produtores e distribuidoras. A entressafra mais longa (quase cinco meses) e consumo aquecido do biocombustível deixarão mais ajustada a oferta, cujas algumas estimativas, há 40 dias, falavam em 6 a 7 bilhões de litros contra vendas mensais no varejo passando de 2 bilhões/l.

Desde 3 de novembro o barril do petróleo tipo Brent, negociado em Londres, rompeu os US$ 60 e seguidamente vem se reforçando, com um ou outro ajuste diário. Nesta terça (17), o futuro para entrega em fevereiro passa de US$ 66, com mais de 1,20% de reajuste (ao redor das 15hs de Brasília). O WTI, referência nos Estados Unidos, também ganha força, e ultrapassou os US$ 60, depois de três meses.

Há quase um consenso entre analistas e traders do setor que a Petrobras ainda segura uma defasagem em torno de 10%, entre o que pagou pela cotação (mais câmbio), daí que o governo não deixaria aumentar esse descasamento.

As duas “praças” de negócios com o petróleo têm os preços sob suporte da reanimação das expectativas da Economia americana, mais um possível enxugamento dos estoques em 1,5 milhão de barris na semana passada, conforme a agência Bloomberg.

O tom otimista com a primeira fase do acordo entre Washington e Pequim, com reflexos nas duas maiores economias globais e, de tabela, na atividade produtora mundial, coroou a previsão de aumento da demanda pelo petróleo.

E igualmente sobreleva a oferta mais ajustada da Opep+, que já havia anunciado manter os cortes da produção.

Fonte: Money Times

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