Petróleo reverte perdas, mas receios de desaceleração do crescimento global persistem

Os preços do petróleo passaram operar em leve alta nesta terça-feira, na sequência das acentuadas perdas da sessão anterior devido a preocupações de que a desaceleração do crescimento global atingirá a demanda no segundo semestre deste ano.

Por volta das 12h40 (horário de Brasília), os futuros do WTI subiam 0,1%, a US$ 67,11 o barril, enquanto os futuros do Brent subiam 0,3%, a US$ 69,72 o barril. Ambos os contratos caíram mais de 1,5% na segunda-feira.

Os futuros da gasolina RBOB dos EUA subiam 0,1%, para US$ 2,2040 o galão.

Uma notícia que abalou os ânimos durante o dia foi a de que as vendas no varejo dos EUA caíram mais do que o esperado em julho, 1,1%, em comparação com previsões de queda de 0,3%.

Isso na sequência de dados econômicos chineses de segunda-feira mostrando que a produção industrial e o crescimento das vendas no varejo caíram drasticamente em julho.

Somando-se às notícias negativas está a disseminação da variante delta da Covid-19, particularmente na China, segundo maior consumidor de petróleo do mundo, minando perspectivas de demanda à medida que restrições são novamente impostas.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, a Opep+, também prosseguiu com os planos de aumento gradativo de produção, reduzindo o controle da oferta imposto nos primeiros dias de pandemia.

Além disso, há sinais crescentes de que produtores de shale dos EUA estão intensificando atividades. Os dados mais recentes da Baker Hughes mostraram que o número de plataformas nos EUA aumentou em 10 unidades na última semana para 397, o maior aumento semanal na atividade desde abril. Além disso, a Energy Information Administration apontou para um aumento na produção de petróleo nas principais bacias de shale para 8,09 milhões de barris por dia, o maior desde abril de 2020.

As atenções, portanto, se voltarão para a divulgação dos próximos dados de estoques de petróleo dos EUA na terça-feira feita pelo American Petroleum Institute, tendo a semana passada apresentado queda de pouco mais de 800.000 barris de petróleo.

Nas notícias corporativas, a BHP Group (NYSE:BHP) (SA:BHPG34) anunciou fusão das operações de petróleo e gás com a Woodside Petroleum (OTC:WOPEY), condizente ao afastamento da maior mineradora do mundo dos combustíveis fósseis.

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